Arquivo da Categoria: Literatura

Pilatos

Esse discurso de que o povo não sabe votar, é coisa que vem de longe, desde a criação do parlamento grego até o parlamento romano,  quando Cristo foi julgado e condenado à crucificação junto com mais 3 ladrões. Um deles chamado Barrabás. Neste julgamento presidido por Pôncio Pilatos,  governador da província, ficou provado que o povo,  o inventa-línguas, como Maiakóvski disse e eu gosto de citar, pode ser muito
manipulado pelas Fakes News do momento, fofocas da hora como se dizia na época.

Assim,  Pilatos, que tinha sido Indicado como Juiz com poderes concedidos por Roma, cometeu o erro fatal, que deu no que deu. Resolveu fazer uma consulta popular sobre quem deveria ser condenado: Jesus ou Barrabás?

Todo mundo conhece a história, passada de pai pra filho,   da escolha que o povão fez. Se não conhece, pelo menos ouviu falar das palavras de Pilatos, que se incorporaram a literatura jurídica: – Lavo as minhas mãos! E não foi apenas um gesto de higiene, mas uma isenção de culpa sobre a condenação, simbolicamente, limpando o sangue das mãos.

Não sou cristão, no sentido apostólico romano da palavra, mas gosto do personagem Jesus. Assim como gosto de Buda e do Budismo como filosofia, que tem uma narrativa menos violenta, sem mortes por crucificação ou apedrejamento, que o povão, muita gente boa hoje em dia,  que se diz Cristão, só ouviu a primeira parte da fala de Jesus:

Atire a primeira Pedra… aquele, que nunca pecou, ninguém escutou. Oferecer a outra face, então, virou literalmente, dar a sua cara à tapa, o que vamos combinar, tem muita violência explícita.

No próximo bloco vamos discorrer sobre estas duas vertentes de Paz e Amor, que são braços do mesmo Rio, que levam ao fim e ao cabo ao mar.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Viver

Alguns sábios afirmaram que a vida não vem com manual de instruções. Outros sustentam que não é bem assim, que todos temos dentro de nós um manual do usuário, não só com um guia de conduta como também um GPS original de fábrica. Apenas, e sempre tem  um, mas no meio, precisamos acessar o painel de controle (cérebro) e encontrar o arquivo oculto. Que pode vir corrompido na origem ou com o manual escrito em uma língua diferente, por engano, na hora da embalagem.

Neste momento entram em cena, não só os bons samaritanos e quem entre nós não ajudamos uma velhinha ou um cego a atravessar uma rua?, como também aparecem os técnicos,  alguns formados em cursos oficiais com doutorado e tudo, outros que foram aprendendo de ver e ouvir falar, e oferecem um preço muito abaixo da tabela da Sunab e varia conforme a cara do freguês.

Uma vez eu resgatei um gatinho de um canal e ganhei uma mordida e uma aplicação de antitetânica como recompensa.

Mas o perigo maior é quando, estando perdidos e/ou desorientados, surgem os guias espirituais das mais variadas vertentes e todos eles pregam que são donos da patente, da concessão de licenças, dos direitos autorais, nada mais nada menos, do caminho da verdade. E começamos a pagar o preço dos pedágios.

Vocês sabem que eu tenho horror a esta ideia de ter seguidores. Por isto vocês não vão encontrar ao pé das minhas postagens qualquer botão de inscrição ou contador de número de visitas. Apenas o botão de compartilhar nas redes,  afinal quem não é visto não é lembrado.

Quando algum de vocês me sinalizar e para isso existe a caixa de comentários, que vocês acordam de manhã e durante o café, antes mesmo de ler o horóscopo do dia, vocês correm para ver na sala de redação a novidade do post do dia, ou ficam ligados nas notificações do celular, então eu vou dar um tempo e rever meus conceitos.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Não posso me queixar!

Esta afirmação pode ser entendida ou interpretada de duas formas a depender da sutil entonação na voz do sujeito.

A primeira é aquela que o sujeito quer dizer: – Não tenho do que ou por que me queixar. A vida está boa, tenho tudo que preciso. Nada me falta no plano material,  afetivo e espiritual.

A segunda é aquela que denota medo de ser punido por tentar expressar descontentamento com a vida, reclamar do que está faltando em todos os planos. Ser punido por uma autoridade maior; pela ordem: – Os pais, os irmãos mais velhos, os professores, até chegar no plano político, quando entra em cena o terrorismo do estado que condena qualquer sinal de liberdade de expressão. Sempre invocando o nome do pai espiritual e aqui já começa a violação de um mandamento: não usarás o nome de Deus em vão. Depois disso invocar a lei de segurança nacional é fichinha.


Já me refastelei bastante, (conforme eu ouvi uma vez em um centro onde fui buscar conforto espiritual), com sexo, cigarro, bebida, comida, prazeres culturais com livros,  músicas, filmes, peças de teatro, com as praias, montanhas e algumas viagens nacionais e internacionais, e principal e afetivamente falando, a companhia de uma família numerosa e amigos especiais.

Já renunciei ao cigarro e não foi por livre vontade,  mas sim pressionado pela ameaça de um enfisema. À bebida renunciei 98 por cento. A comida por conta de uma diabete tipo 1 controlada por remédios renunciei aos carboidratos, e os alimentos integrais passaram a fazer parte do meu cardápio.

Deixei o sexo por último e não foi por acaso, uma vez que nesta lista de renúncias tem um peso maior e ocupa a maioria dos nossos pensamentos masculinos e femininos. Neste quesito, então, não posso me queixar!

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Vírgulas

Se vocês não perceberam eu podia deixar quieto, não chamar a atenção para o fato de eu não colocar as vírgulas em seu devido lugar o que pode a vir comprometer a escrita que no caso de ser um documento oficial,  como aquele clássico caso do testamento citado na primeira aula de direito de qualquer faculdade:

Um homem rico estava muito doente. Pediu papel e pena. Escreveu assim:

“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres”.

Esqueceu de fazer a pontuação da frase e morreu deixando com ela uma grande pergunta sem resposta: A quem deixava ele sua fortuna?

Eram quatro concorrentes: O sobrinho, a irmã, o alfaiate e os pobres.

1) O sobrinho fez uma cópia e colocou a seguinte pontuação:

– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres”.

2) A irmã chegou em seguida. A pontuação dela foi assim:

– “Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres”.

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres”.

4) Aí, chegaram os pobres da cidade. Um deles, muito esperto, fez esta interpretação:

– “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres”.

Colocar as vírgulas é tão importante como colocar os pontos nos IS, que todo mundo sabe que significa deixar muito claro o que se quer dizer e o que foi dito,  para que a mensagem chegue ao seu destino de modo legível para que não cause dúvidas e ou má interpretação.

Um bom conselho que se ouve muito e outro dia eu ouvi da
minha revisora favorita é que no caso de dúvida,  se a vírgula vem antes ou depois do e, é :  – Se você não lembra mais aquelas regras básicas de gramática,  siga a sua intuição ou melhor,  a sua respiração, é ela que vai sinalizar as pausas. Ou recorra ao Instagram onde diariamente são dadas dicas muito didáticas. Tô sempre olhando.

A gente sabe que todo mundo respira. E não é uma coisa que a gente fica prestando atenção,  o que é natural e saudável a menos que a pessoa tenha dificuldades respiratórias. O que acontece muito é as pessoas serem muito afobadas e ansiosas o que pode vir a causar aquilo conhecido como  disritmia,  fora de ritmo, descompassado.

Em minha defesa eu passei boa parte da minha vida lidando com números. E números não carregam emoções a não ser aquelas quando consultamos nosso saldo bancário onde, aí sim, uma vírgula antes ou depois do zero, pode fazer toda a diferença.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Ovelha Negra

Um amigo uma vez me disse uma frase que me fez refletir e passar a olhar o mundo não com outros olhos,  que só temos um par, mas com os olhos abertos.

“Tudo que está na natureza é da natureza.”

A partir daí passei pelo menos,  a reconhecer a existência de bichos peçonhentos, como escorpiões, aranhas, cobras venenosas e ratos e baratas que pertencem a categoria dos nojentos. Claro que entre reconhecer e aceitar existe uma distância enorme e por isso mesmo  é raro, a gente ver algum Pet Shop oferecendo estas criaturas para adoção.

Trazendo o conceito para a escala humana,  o mesmo princípio se aplica em relação a gente muito ruim,  predadores de plantão que já me fizeram muitas vezes exclamar: – porquê as pessoas morrem,  algumas mesmo jovens, e  essa raça ruim continua existindo?

No caso da ovelha negra,  que sofre a mesma discriminação da maçã podre que é apartada do cesto para não contaminar as demais, ela tem uma razão de ser, uma função, que vários especialistas já se debruçaram a estudar como aquele que observou,  que quando a gente conta carneirinhos antes de dormir,  a ovelha negra nunca aparece pulando a cerca.

Em uma tira do Charlie Schultz que ilustra um artigo chamado “Despertando na Hora Certa” do Dr Abraham Twersky aparece no primeiro quadro A Lucy falando pro Charlie Brown:  – “apenas assine … Isso…obrigado”

No segundo ela sai lendo o documento em voz alta: – aconteça o que acontecer, em qualquer lugar ou em qualquer momento, estou absolvida de toda culpa!

E termina no terceiro quadro com o Charlie Brown falando: – isto deve ser um documento tão legal de se ter…

Por: adolfo.wyse@gmail.com

BC

Aprendi a gostar das tirinhas do BC,  junto com O Mago de Id e Zé do Boné que todo dia eu extraio do site Creators.com. e depois copio e colo no Facebook, e que já expliquei com um texto no Face que faço isso para exercitar o meu inglês,  aumentar o meu vocabulário para eu ler melhor,  já que falar,  se eu me atrapalho em português trocando  o R e o L, imaginem em  inglês.

BC quer dizer: Before Christ. Antes de Cristo. E se passa na idade da pedra, os homens vivendo em cavernas aprendendo a lidar com o fogo e engatinhando para a idade do bronze,  se não estou enganado na evolução das camadas geológicas.

Significa então o marco zero,  um divisor de águas quando a humanidade antes de desenvolver o calendário gregoriano, em vigor até hoje,  começou a dividir o tempo em dois: BC e AC,  antes e depois de Cristo. A mesma regra se aplicou com os testamentos. Antigo e novo.

Dizem os livros que a passagem das trevas para a luz se deu com a Renascença, onde as artes e as ciências começaram a florescer graças aos altos investimentos dos fundos de pensão da época que já existiam sob a capa de cooperativas, dos grandes Mecenas que podiam se dar ao luxo de patrocinar a cultura em todas as suas formas.

A grande contradição é a existência,  de dois estados de tempo paralelos ou juntos e misturados como diz a língua do povo.

Tem muita gente vivendo a idade do ouro em seu nível mais alto de ostentação, como em Dubai e Emirados Árabes Unidos, enquanto ao lado,  no que adotamos chamar de periferia,  populações numerosas vivem em casebres de papelão e zinco,  e em algumas regiões mais isoladas algumas tribos ainda  moram em cavernas.

Então eu fico me perguntando? A humanidade está mesmo evoluindo ou involuindo?

A resposta meus amigos está vindo / voando  com o vento,  como tão bem profetizou o meu eterno guru Dylan.Bob Dylan.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Colônia de Férias.

A primeira colônia de férias a gente nunca esquece. A primeira vez foi quando a minha turma do primário embarcou em um ônibus   intermunicipal em Rio Grande e seguiu para o destino final, a praia de Tramandaí. Eu lembro que os meus irmãos,  o Zeca e  a Nely,  foram para Flores da Cunha, na serra gaúcha.

O lugar onde ficamos tinha vários alojamentos com beliches duplos e ficava a mais ou menos a 1 kilometro da praia, que a gente percorria em fila indiana, seguindo as orientações dos professores.
Não lembro mais,  das atividades que a gente praticava depois da praia. Lembro que me elegeram,  talvez pelo meu tamanho ou por estar em um ano mais avançado,  a ajudar a monitorar a turma e a fazer uma redação onde eu expressava o que tinha significado
este primeiro intercâmbio cultural,  o que me valeu elogios por já apresentar algumas qualidades literárias .

Se eu soubesse que estaria aqui hoje contando isso para  vocês,  teria tirado uma cópia ou guardado o original da redação,  para colocar em um quadro,  igual a estes diplomas médicos que a gente vê em consultórios pendurados na parede. Até mesmo para fazer uma comparação se houve alguma evolução no estilo,  se o texto estava dentro do contexto,  essas coisas que um paisano metido a escritor gosta de analisar.


Aos jovens mochileiros da galáctica,  que hoje dispõem de muito mais recursos e meios de transporte mais rápido, gravem suas memórias, não apenas para exibir nas redes sociais, mas para que  um dia vocês possam escrever.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Cinco Marias (2 – JACIRA)

No distrito de Capão do Meio, encravado como o  nome diz,  entre os Distritos  de Bojuru e Mostardas e quem não é do Rio grande pode ver no mapa,  uma faixa de terra cercada,  pela  Lagoa do Patos por um lado e do Oceano , que a gente chamava de mar grosso, pelo outro. Se eu estiver errado nas referências geográficas, (se a localização está certa) peço ajuda aos universitários da família Rajão que tem residência em Rio Grande,  mas tem uma extensão familiar que mora em São José do Norte.

Descrito o cenário,  é hora de apresentar a personagem principal que merece a maior atenção por reunir em torno de si os coadjuvantes primários e secundários.

O nome dela é Jacira,  e está viva graças a Deus,  morando perto de São José do Norte. Uma mulher com um espírito alegre (muito parecido com o da sua irmã Maria que vai ser cantada em outra crônica), apesar dos golpes que a vida lhe aplicou, e que não é qualquer um que supera.

Eu entro na história com 8 ou 9 anos de idade quando fui passar férias de verão na casa da tia em Capão do Meio. Aquelas férias que quando você volta pra cidade e pra escola tem material para escrever aquelas redações: Qual foi a melhor férias de sua vida?

Lá fui recebido por ela, seu marido, O Joyce (mas a família toda chamava por Lucas), o Lies, o Brizola e a Liana, seus filhos e meus primos.
Na casa de pau a pique com chão batido,  comi muita tainha frita,  muito ovo,  e carne também,  que sempre tinha um vizinho carneando um boi na semana.


Era época de colheita da cebola e a safra tinha sido boa. Eu lembro que fomos para uma festa em Bojuru e o Lucas com aquela cara de mau, tipo  “Pai Patrão” (tem um filme Italiano com este título)  estava relaxado e me tratou como um príncipe da cidade. Era um homem amargo e duro com os filhos, menos a Liana, que por ser mulher e mais nova,   era o seu quindim. Lá eu aprendi na prática, que grama tem espinho e se você tiver pés delicados de quem anda em cidade de tamanco ou alpargatas, (não havia tênis ou havaianas na época), vai sofrer até criar aquela crosta protetora. Não aprendi a pescar de tarrafa
porque não tinha tamanho e força, assim como a caçar perdizes e marrecas, mas o Lucas nos levava, nas caçadas e pescarias. No mar grosso eu lembro de ir uma vez, em uma expedição coletiva, com outras famílias, onde passamos o dia inteiro na praia enchendo sacos de mariscos frescos, grandes e saborosos.

Hoje tem estrada asfaltada que permite ir de Rio grande a Porto Alegre em um pulo,  quando antes,  para ir de  São José do Norte  até o Capão do Meio,  era pela beira da praia de caminhão com um olho no volante e outro na maré, que se estivesse alta impedia a travessia.

Hoje a tia mora ali por perto em uma chácara em  uma casa de madeira mais digna, com mais conforto material,  que os filhos ajudaram a construir . Mas conforto Espiritual nunca faltou.

Vou postar no Facebook , quem tiver o contato da Liana compartilhe ,  para que ela ou um dos netos (as) leia para ela.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Esse Povo de Exatas

Todo mundo teve em sua vida escolar,  um professor que aterrorizava a turma inteira passando matérias em um nível mais avançado que não tínhamos capacidade de entender e marcando provas surpresas que pegava inclusive os mais preparados,  aqueles que. sentavam na frente, não perdiam uma aula e a gente chamava de CDF, isolava
e na hora do recreio era o alvo preferido do Bullying coletivo.
Eu queria e poderia ilustrar melhor a evolução da sigla CDF para os dias atuais mas não devo e evito ao pensar que pode ter alguma criança na sala,  embora veja todo dia ao passar pelas bancas de jornais expostos naquelas estantes aramadas livros com os títulos mais escatológicos, tipo: –   A Arte de ligar o F***” , ou “Seja F***”.



No meu caso,  era um professor de ciências que não era uma matéria que eu gostava. Eu gostava de português e Matemática e tive ótimos mestres inclusive um de matemática que eu fiz uma crônica em sua homenagem. Do professor de ciências não lembro nem o nome  ou melhor,  lembro mas não quero invocar fantasmas do passado.

Todo este cerca Lourenço para chegar ao povo de exatas.

Eu morava com a minha irmã Mariley no Leme,  e ela fazia a faculdade de Psicologia junto com a Tânia, que ia lá pra casa estudar Estatística que era a matéria mais odiada. Até hoje não entendo a presença obrigatória desta matéria em cursos de humanas, como psicologia por exemplo.

Sempre desconfiei desses números que são calculados através de modelos de amostragem e que servem na maioria das vezes para manipular a opinião pública principalmente em campanhas eleitorais e campanhas publicitárias.

Sei que é praticamente impossível precisar quantos grãos de areia existem na praia ou quantas estrelas existem no céu. Não dá pra contar nos dedos, não é mesmo?

Melhor a gente aprender a calcular aquela porcentagem básica que vai ter uma aplicação útil,  no dia a dia,  como na hora de calcular juros e multas para que ninguém nos engane na hora de pagar o aluguel com atraso ou renegociar aquele empréstimo que  vai passar aquela fórmula de juros simples para juros compostos. No caso de dúvida ou insegurança consulte um contador ou faça um curso básico de Excel.

Compartilho com vocês está pérola encontrada no livro do Moacyr Scriar,   de crônicas Judaicas citado no Post “O Modus Operandi” do dia 23/03/21.

O rei bíblico Salomão ficou conhecido pelo poder, pela sabedoria e também pelo tamanho de seu harém, que abrigava setecentas esposas e trezentas concubinas. Apesar disso, o rei ainda encontrava tempo e oportunidade para casos extraconjugais. Um desses romances aconteceu com a deslumbrante rainha de Sabá, que veio da Etiópia especialmente para conhecê-lo. E de fato conheceu-o, inclusive carnalmente.

Então eu vos pergunto? – Dá em sã consciência para acreditar nesses números?

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Gastronomia

A literatura em geral produziu vários livros sobre gastronomia e alguns viraram filmes de grande sucesso, e ao fim do artigo vou citar alguns que não estou lembrando agora, com a gastronomia ora como pano de fundo ora assumindo o protagonismo, nos deixando com água na boca com receitas universais.


Esta arte, a de cozinhar, foi passada de avó- pra -mãe -que- passou- pra – filha e cada receita foi sendo modificada muito por conta das migrações e imigrações. Aquele tempero local não tem aqui na nova terra,  mas as vizinhas vão dando dicas de novos sabores.

Escrever, guardadas as devidas proporções, obedece as mesmas recomendações para cozinhar. Você pode até escrever um livro na cozinha se você levar está coisa de Feng Shui muito a sério, você pode até convidar os amigos para um sarau onde um trecho do livro será lido, mas antes de tudo você precisa treinar a mão,  encontrar o tom,  o ponto,  temperar com humor e descrever lugares que provoquem emoções.

Filmes: Chocolate
/ Ratatouille / A 100 passos de um sonho / Comer, rezar e amar / A Festa de Babette.

Por: adolfo.wyse@gmail.com