Arquivo mensal: Março 2023

As forças ocultas ou Deus e o Diabo na terra do sol.


Quando Lionel Brizola, governador do Rio Grande invocava em seus discursos as forças ocultas, estava se referindo, ao poder que é exercido sobre o tabuleiro político, nada a ver com esoterismos e dogmas religiosos. A grande batalha era o capitalismo x comunismo.


Nos anos 70, surfando na onda do movimento hippie de Paz e Amor, sexo, drogas e rock & roll, filmes Hair, Easy Rider e festival de musica de Woodstok,  eu devorei os livros do Carlos Castaneda, que fizeram muito sucesso, diga-se de passagem, por conta de uma associação muito pejorativa em relação as drogas, a ponto de traduzirem um título como A Erva do Diabo.

Dona Mariazinha, teosófica sem carteirinha de filiação, me alertou:
Estes livros são esotéricos e exigem, no mínimo uma maturidade emocional e Espiritual, coisa que eu estava longe de possuir.
Apesar de tratar de Feiticeiros e mundos mágicos, aqui, Don Juan fazia o papel do bom bruxo,  assim como Merlin, Harry Potter e aquele do Senhor dos Anéis, o que explica muito a grande audiência, principalmente de jovens.

A mim me serviu como viagem literária. Os livros são bem escritos. Quando reli, com olhos mais abertos, os quatro volumes, das “Mil e uma noites”, a existência frequente de Feiticeiros, Gênios e demônios não mais me assombrou.

Como diz a sabedoria popular:

Não acredito em bruxas, bruxo, mas que existem, existem, para o bem e para o mal.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Abril


Já postei aqui no blog, O Correio da Tijuca, hospedado no site www.acasadosolnascente.com.br , que o mês de Abril, é especial para mim, por conta dos eventos que vou citar, novamente.
No dia 10, casei no cartório e no dia 15 na sinagoga da Ari, em Botafogo. Fazendo uma conta rápida de cabeça, são 42 anos de altos e baixos, com mais alegrias do que tristezas.
O dia 28 representa um renascimento, de uma adicção compulsiva, que me levou ao fundo do poço.
A palavra ajuda contém 4 verbos:

Precisar, procurar, encontrar e aceitar.

Encontrei em um programa de 12 passos, utilizados por grupos anônimos no mundo inteiro, o meu templo e minha escola de vida, que prega com sabedoria, viver um dia de cada vez. Que nos tira de cima o peso do passado e ansiedade do futuro.

Um terceiro evento que começou em Abril de 2020 foi a construção do site com o WordPress, e hospedagem paga, onde me fez muito bem criar o Blog, O Correio da Tijuca , e postar playlist de músicas, que posso selecionar e compartilhar nas redes.
Se vocês entrarem no site, embaixo dos comentários, tem uma timeline, mês a mês, ano a ano. Comecem por Abril de 2020. Já terão uma idéia da proposta.

No andar da carruagem, no meu ritmo, até o fim do ano, terei material, para editar o  “O Correio da Tijuca -Vol.2”. 

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O Filme que está passando na minha cabeça



O filme que está rodando neste momento e que nunca sai de cartaz, pelo menos até o The End aparecer na tela e as luzes do cinema se apagarem, é o da minha vida, aquele que invocamos sempre, diante de situações criticas, principalmente de risco de vida.

Traduzindo em miúdos, são as memórias de um paisano com seu currículo vitae atrelado, com histórico pessoal de nascimento, familiar, escolaridade e profissional.
Este é o pacote básico.

Mas o que vai pesar na balança do vale quanta pesa, é o comportamento moral e ético, quando sujeito as interações humanas, com suas hierarquias herdadas de pai pra filho, desde 1910 para não precisarmos chegar aos Dez Mandamentos, que sabemos hoje, o quanto foram perdendo valor, com a disseminação das franquias, as famosas seitas religiosas.

Dois filmes são suficientes para ilustrar e enriquecer o texto.
Um é “Antes de partir” com Jack Nicholson e Morgan Freeman. O outro é “Viver” de Akira Kurosawa, e é uma pena que quase não se encontre mais uma cópia em bom estado. O filme é antigo e em preto e branco.

Alguém me disse, que escutou alguém falar, e não sabe afirmar se foi o Freud ou o Jung, que nós somos os diretores de nossos sonhos. Trazendo a coisa pro cotidiano, a vida como ela é, a dor e o gozo, são pessoais e intransferíveis.

Eu gosto muito de frases feitas que encerram verdades ou pílulas de sabedoria. Uma delas que corre sem crédito do autor na internet é aquela: A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
A última que encontrei e que adorei é esta do Millôr Fernandes: Viver é desenhar sem borracha. 

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Lição de domingo

Quando acordei, pensei com má vontade, que fechar uma planilha do Excel com o orçamento mensal dos meses de janeiro a Março, para tentar traduzir em números, aquilo que os mais renomados economistas não conseguem explicar: Porque o orçamento doméstico está acabando no dia 10, não é exatamente um bom programa para um domingo de sol no Rio de Janeiro.


Qualquer aposentado sabe de cor e salteado, independente da faixa salarial, que nenhuma conta pode fechar, quando se tem um aumento de 5% de reajuste e somente no plano de Saúde, o aumento é de 17%. O que explica o elevado índice de devedores no País.


Voltando a planilha foi fácil identificar que o gasto com farmácia no cartão de crédito como o grande vilão.

Desisti da planilha, fui cumprir uma visita social antes almoço, e pensei em começar a rascunhar o meu imposto de renda a tarde.

A única atração esportiva era o jogo do Warriors com Timberwolves de noite. Disputa direta por uma vaga nos playoffs.

Depois do almoço fui tirar uma siesta como de costume quando senti um espasmo no peito. Após alguns minutos passou. Uma hora depois voltei a sentir. Foi quando a minha personal trailer que eu carinhosamente chamo de “GloboNews -nunca desliga”, falou: – Vamos agora mesmo pro Quinta Dor. Eram 17 horas quando chegamos e fui imediatamente atendido e fui obrigado a assistir na sala de recuperação enquanto esperava uma vaga no CTI, o programa o caldeirão do Hulk com as danças de famosos e tudo, o Fantástico e fui poupado do BBB por pouco.

No dia seguinte soube que os Warriors perderam o jogo por uma bola de três. (mais um de vários)

Hoje é quinta feira e a minha esperança de alta murchou com o médico dizendo que os exames que eu fiz não explicaram o mal estar e preciso fazer uma ressonância magnética mais completa.
Seja o que Deus quiser. Como sempre nestes momentos percebemos melhor e refletimos melhor sobre a vida, revendo nossos conceitos de valores e comportamento moral.

Por: adolfo.wyse@gmail.com