Arquivo da Categoria: Literatura

Votar ou não votar, eis a questão.

Na última eleição votei,  consciente apenas de que não tinha muita escolha. Votei no menos pior que acabou ganhando e hoje se revela como todo político que chega ao poder, um mascarado, que não tem a menor intenção de cumprir aquelas surrealistas promessas de campanha, e tem como projeto politico, apenas uma carreira pessoal, com muita vaidade e ambição, no currículo.

Votando ou não votando, ficar dizendo que,  se ficar o bicho pega. se correr o bicho come, a política seguirá seu curso, e todos nós vamos acabar sofrendo as consequências, independente de nossas escolhas. 

Ao contrário do que muita gente diz e pensa, outras falam sem pensar, inclusive algumas celebridades, que o povo (Brasileiro) não sabe votar, tenho comigo uma forte convicção, de que este povo, como disse Maiakovski, ” O inventa-linguas”, apesar de ter o seus inalienáveis direitos a Educação e Saúde, negados, tem uma espiritualidade e por isso, uma sabedoria, que transcende a nossa miséria politica.

Não fosse assim, já teria quebrado de pau, essa cambada toda, essa quadrilha, protegida atrás de bandeiras partidárias que gozam de obscenas imunidades.

Pronto! Falei! 

Mensagem ao mar

Sei que, o que eu vou dizer, é como chover no molhado, mas aprendi também que agua mole em pedra dura tanto bate até que fura. Escutar e ouvir são dois verbos diferentes e as vezes, escutamos mas não ouvimos ou vice-versa; ou seja, a mensagem chega ao destinatário e é decifrada com os ouvidos de cada um e sabemos o quanto somos seletivos e filtramos tudo aquilo que possa vir ameaçar nossa zona de conforto, em bom português, bagunçar nosso coreto.

Se em tempos normais, já não se pode ficar brincando ou tentar bancar o engraçadinho, com coisas sérias, imagina nestes tempos.

Mas o humor (O bom), é essencial e sinal de saúde mental. O humor do carioca por exemplo  de brincar com tudo e com todos,  não se levar muito a serio,  de viver e deixar viver, não e coisa que se aprende, se for de fora, mesmo no meu caso, de 50 anos de Rio de Janeiro.

O trem é aqui. E é disso que se trata. Da grande aventura humana.

E o autor pode,  à partir do era uma vez…narrar a sua estória inspirada por personagens reais que vivem seus dramas pessoais diários, com conquistas e derrotas, alegrias e tristezas, que são em primeira e última instancia, a massa que forma o pão nosso fermentado de cada dia,.

Começar separando o trigo do joio, que hoje cada vez mais, jorra em abundância e indiscriminadamente nas redes, já exige um esforço extra, antes de nos concentrar no assunto em pauta,  que deveria obedecer aquela primeira regra de ouro: não fazer aos outros aquilo que não queremos que façam conosco e aplicando aqui como  não escrever nada que você não gostaria de ler e que não seja,  ou tenha, uma mensagem positiva,e aqui embutidas todas as palavras que englobam o bom e saudável exercício espiritual, como, gentileza, honestidade, generosidade e humildade.

É para presente?

Comprei dois presentes, para mim, e seguindo o que pregam os manuais de auto ajuda, pedi para embrulhar para presente, sim senhor, que eu mereço e fiz por merecer, com 36 anos de bons serviços prestados à sociedade como bancário.

O primeiro foi o Livro “Rayuela” (O Jogo da Amarelinha), de Júlio Cortazar, edição comemorativa da  Academia Espanhola, com uma capa envernizada e com o dorso em cor-de-rosa, para horror do Júlio, que detestava essas coisas: O Verniz e as Academias.

Em compensação, veio enriquecida com os prefácios, de ninguém mais, ninguém menos, do que,  alguns gigantes da Literatura Universal, a saber:Gabriel Garcia Marques, Adolfo Bioy Casares, Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes e Sergio Ramires, (Que conheci agora).

O segundo presente, e vocês podem até pensar que foi um capricho; mas o fato é que não encontrei em nenhum serviço de streaming, para alugar ou comprar, os filmes do diretor Akira Kurosawa. Então comprei um dvd player e os filmes: Sonhos – Derzu-Uzala, Rashomon, Trono Manchado de Sangue, Yojimbo e Sanjuro.

E respondendo ao título deste Post, é para presente, sim senhor, e por favor, embrulhe junto com a embalagem, um quarto de quilo de alegria.

Conhece a ti mesmo…

Quando alguém disse que existe mais coisas entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia, quis dizer que não sabemos, seja por alienação ou ignorância mesmo, o que se passa entre o caminho para a Missa e os Estádios, (Arenas), e acabando o percurso nas famigeradas casas de prostituição, em bom português, os puteiros, onde habitam com relativa rotatividade, mulheres de vida fácil.

A carne é fraca e o espírito é por demais malicioso. Assim, tentar conciliar a fome com a vontade de comer, resulta em 99% do esforço humano, que precisa ser dissecado individual e sobre as mesmas condições de temperatura e pressão, para se chegar a uma análise científica, mais perto da verdadeira natureza dos fatos, do que estas amostras grátis de estatísticas, que não refletem nunca a realidade, pelo simples motivo de as Estrelas não poderem ser contadas. 

Quais são as nossas necessidades primárias? O que nos causa carência? Como satisfazer nossos desejos? Como lidar com as frustrações cotidianas sem invejar a grama do vizinho?Apesar de existirem hoje pilhas de livros prometendo um atalho fácil para estas questões, a cada dia acredito mais no: ” Conhece a ti mesmo” do Sócrates, e o universo se revelará.

Sobre isso e aquilo…

Eu poderia encher 500 folhas com as minhas músicas, meus cantores/cantoras, nacionais/internacionais, favoritos. Com os filmes a mesma coisa. Meus diretores, atores/atrizes, mas qualquer um hoje em dia dá uma busca no Google: os 500 melhores filmes, as 500 melhores músicas e, como mágica, diante de nossos olhos, aparecem as listas na ordem em que você preferir, alfabética ou cronológica, com nome do compositor, do cantor, ficha técnica da banda e se bobear quantos discos vendidos. O mesmo para os filmes.

Ainda não atingi o estágio em que é possível separar o estado d’alma do estado de espírito.

Toda essa conversa fiada de terra prometida, vida após a morte, já sabemos que é conto do vigário, trapaça, artimanha, como queiram chamar, das grandes religiões para manter o homem prisioneiro de seus dogmas, cartilhas e catecismos.

Todo homem cai nessa armadilha, seja ignorante ou não. Um compra o “bilhete premiado” como se fosse gozar depois da travessia os seus prêmios. O outro acredita que encontrará, do outro lado, uma bilheteria aberta onde é possível garantir o bilhete de volta.

Esses homens tolos, que se entediam, com frequência semanal, em domingos regados à missa, tv, carteado, futebol, tv outra vez(embora atualmente os corações e mentes estejam voltados hipnoticamente para os smartphones, que hoje em dia só faltam falar, já que pra todo o resto existe um aplicativo especial); esses homens sonham com a eternidade ou imortalidade. Vão acabar de vez morrendo de tédio.

Quem nos escuta hoje em dia louvando em tom de adoração toda essa evolução cibernética da tecnologia, acaba sempre esquecendo que, não muito longe daqui, para ser mais exato, em um raio de 10 km para o norte e oeste, encontramos comunidades com esgotos a céu aberto, e estamos falando do centro da cidade do Rio de Janeiro, situada numa das regiões mais ricas do país, o Sudeste.

Da Alma e do The End

Da alma e do The End. (Livro Canção para Iara)

Esta é uma conversa fácil de levar; o tipo da conversa fiada, que a gente fia no botequim, no modo e no jeito, como Noel Rosa fez em “Conversa de Botequim”.

De todos os pontos que eu quero encontrar o ponto final é o último deles e, mesmo assim, vou tentar substituir pelo “continua no próximo capítulo”, “breve em um cinema perto de você” e, embora o meu fôlego tenha melhorado depois que parei de fumar, essa coisa de trilogia em letras soa como uma aberração.

Tive esse insight (o que é um estrangeirismo de marca maior, desde que a Light comprou a Fiat Lux) quando, na fila do banco, começou aquele zum-zum-zum, zumbido de abelhas rainhas e alguns zangões, que equivalem, na hierarquia, a família dos marimbondos.

Pra gente ver que esse sistema de castas já vem antes de Noé fazer a triagem. Todo mundo reclamando e nesse momento parece que todos têm um encontro marcado para xingar a mãe do Juiz, que só vai saber que foi ovacionada, mais de uma vez, no domingo, quando os times entrarem em campo.

Em seguida, um senhor, sem levantar a voz, com uma serenidade que faz pausar o tempo, diz: “para onde eu vou, não tenho a menor pressa”.

Sem corpo, a alma não vai a lugar nenhum, e vice-versa, disse o Saramago, como se confere abaixo:

“… O espírito não vai a lugar nenhum sem a perna do corpo, e o corpo não seria capaz de mover-se se lhe faltasse as asas do espírito.”

(Todos os Nomes–José Saramago)


Fiado só Amanhã

A gente começa falando de uma coisa e acaba falando de outra, exatamente porque as coisas tem vários ângulos, medidas, dimensões e estamos falando apenas de um universo, quando já se fala por ai, a boca solta, de mundos paralelos, sub-mundos…

Desconfio que as tabuletas colocadas já estrategicamente atrás das caixas registradoras com os dizeres: – Fiado só amanhã – não foram somente idéia de algum gaiato português mas também um sinal da crueldade do novo sistema capitalista mostrando as suas garras, que passariam a ser conhecidas como leis do mercado:


1 lei: Da oferta e da procura.

2 lei: Vale quanto pesa.

3 lei: Dinheiro na mão calcinha no chão.


O conceito de crédito veio a seguir.

E o cartão de crédito,mais uma vez, invenção de algum gaiato e não vamos aqui denegrir a imagem dos bravos comerciantes portugueses, deu o golpe fatal no consumidor final com a criação da ilusão de comprar sem dinheiro. Compre e pague depois, via fatura, boleto, carnês de crediário, cartão.

Finalizando, que o tempo é curto, diante da impaciência dos leitores, posso sustentar a teoria de que todos os complexos, não só os de inferioridade ou superioridade nasceram ou se desenvolveram após o culto de Natal, com a troca de presentes.

No dia seguinte o espírito de competição se instala quando você vê seu vizinho, amiguinho, exibindo a bola de couro nr 5 enquanto você segura constrangido a nr 1, quando não uma de plástico ou de meia.

Em busca de um Agente

Em 2016 publiquei o livro “Canção para Iara”.
É um livro leve de poesia e crônicas  que se lê de uma sentada. Ideal para as mentes preguiçosas de hoje em dia.

Como dito no prefácio de orelha, eu o escrevi, não posso elogiá_lo. Mas agora com o devido distanciamento critico é um livro bom e numa avaliação de 5 estrelas , marco 4.

Sabemos todos que mesmo as produções culturais estão sujeitas as leis do mercado S/A. E todo produto tem preço estipulado e o livro não foge a regra da oferta e da procura.

Como todo produto precisa estar exposto em vitrines, prateleiras, em livrarias, bancas de jornais, divulgado nos canais competentes, jornais, radios, tv e internet.

O que não é visto não é lembrado e chegamos então aos 3 pontos cardeais, que orientam todo o processo: Patrocínio, propaganda, e publicidade, que pra mim significam a mesma coisa: Marketing.
Ninguém chega a uma grande e respeitada editora sem um bom agente, assim como os  jogadores de futebol a um Grande clube, sem um bom empresário. É claro que você precisa ter um bom peixe pra vender.
E a menos que você  encontre um mecenas, ninguém vai investir um tostão no seu produto sem alguma garantia de lucro, a curto, médio ou longo prazo. Para isso são medidos custos de edição, distribuição, armazenamento, fretes e margem de lucros.

Tudo isso pra dizer que preciso de um agente, um patrocinador, para fazer a roda girar e quem sabe um dia ver o meu livro estampado em todas as boas livrarias do ramo.

O que é uma Catarse?

A primeira catarse coletiva que escutei com os meus ouvidos foi em 1954 quando o rádio que transmitia a noticia do suicídio de Getúlio Vargas despencou do suporte ou prateleira que o sustentava.

A segunda apesar de ser anterior na cronologia, ouvi falar pela primeira vez em 1958 quando a seleção brasileira foi campeã na Suécia , mas a catarse coletiva aconteceu em 1950, eu  tinha 6 meses de idade, e foi a derrota em pleno Maracanã para o Uruguai. 

A terceira mais uma vez gerada por uma copa do mundo, no México, conquistada pela melhor seleção  de todos os tempos! Consultem o oráculo para ver o timaço.

A catarse se deu no Brasil  inteiro,  mas eu vi com meus olhos o maior carnaval do mundo, quando uma multidão cantando e sambando desfilou pelas ruas do Rio de Janeiro.

Não existe almoço grátis

Diz, um ditado, que macaco velho, não mete a mão em cumbuca. Outro diz, que: Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada, ZÉ, ou tem maribondo no pé.

Mesmo sabendo disso, este que vos fala, humano, alfabetizado, contrariando aquele ditado, de que gato escaldado tem medo de água fria; voltei a enfiar a mão   onde não devia, conforme relato abaixo.

Pirataria é crime! Contravenção é crime! E no entanto, sites piratas prosperam a luz do dia, na terra de ninguém, que é a Internet; oferecendo desde músicas em mp3, filmes, series, sem falar no cardápio erótico-pornográfico, onde crimes mais sérios são cometidos.

Resumo da Ópera: Buscando encontrar algumas músicas de mp3 de um grupo nacional para alimentar a rádio  de meu Blog, cliquei em um destes sites e na hora que você digita no campo de busca; te abre  instantãneamente  uma guia de um site de apostas, já te oferecendo alguns bônus para brincar um pouquinho ou uma guia de um site de aplicação em Bitcoin ; e se você, fechar estas guias e clicar em alguma coisa para baixar, reze para que seu antivírus esteja atualizado.

Passado o susto, rogo aos meus 94 amigos  e amigas do face, que tenham músicas do Legião Urbana no formato mp3 nos seus computadores, me enviem via e-mail (arquivos comprimidos em zip). Se tiverem os cds usados eu compro e pago o frete, mas vamos nos poupar de ter que ir aos correios, nestes tempos sombrios. Arquivos digitais são mais rápidos e não extraviam.