Arquivo mensal: Julho 2026
O Correio do povo (Os Correios)
Hoje fui a uma agência dos Correios para enviar alguns livros usados para uma irmã que mora no Sul.
Comprei uma caixa de papelão adequada ao tamanho dos livros, todos de bolso, e escrevi em um papel adesivo, os dados da destinatária e do remetente, como exige toda correspondência, que permite o cálculo, da distância e do peso, e o preço da remessa.
Chegando na agência que estava vazia, com três atendentes, uma delas acabou de atender e pelo número da senha no visor de chamada, eu seria o próximo.
Mas ela, uma senhora com idade que já deveria estar aposentada, ficou olhando a tela do computador.
Comecei a ficar incomodado e com a impressão de que seria mal atendido, pois tinha algumas dúvidas sobre como deveria embalar a caixa, se precisava embrulhar em papel e depois colar as etiquetas.
Finalmente me chamou e me atendeu com muita atenção. Primeiro me disse que não precisaria embrulhar a caixa, bastaria colar as etiquetas, coisa que ela mesma fez e me informou que desde o mês de Abril deste ano, é obrigatório trazer a DCe (Declaração de Conteúdo Eletrônica), mas que hoje ela ia deixar passar.
Saí da agência feliz da vida por ter conseguido postar os livros e mais uma prova daquela velha lição de não julgar o livro pela capa.
O Correio do Povo é um jornal gaúcho,que já mereceu uma crônica, e que não sei se ainda existe. E que como os Correios, esta instituição que sofre hoje de uma crise financeira provocada pela revolução digital, ninguém mais hoje em dia envia cartas nem mesmo telegramas e os grandes serviços públicos deixaram de fazer uso de correspondência postal.
Houve uma época em que as franquias prosperaram. Tinha uma ou mais no seu bairro. Depois, como aconteceu com as agências bancárias, foram fechando e daqui no máximo a 5 anos, não teremos mais agências fisicas, por que o dinheiro físico deixará de existir.
Houve um tempo em que acreditei que a privatização dos Correios seria uma solução. Hoje vejo com tristeza que nem mesmo isso será possível!