Arquivo da Categoria: Literatura

Livros

Vou aproveitar o domingo chuvoso para realizar duas tarefas:  Uma de cunho obrigatório,  fazer o ajuste de contas anual com o leão,  o famigerado imposto de renda que,  vamos combinar,  é um serviço que melhorou muito e só quem há 20 anos atrás precisava subir as escadas do Ministério da Fazenda, no centro do Rio de Janeiro,  encarava uma fila e rezava para ser atendido antes do fechamento do expediente,  pode avaliar.

A segunda tarefa é muito mais difícil,  apesar de não  envolver o risco de ter imposto a pagar, envolve perdas materiais e imateriais irreparáveis,  que é jogar fora no lixo mesmo,  nem dá para doar para estes moradores de rua venderem nas calçadas. Estou falando de livros que literalmente enferrujaram na estante,  por conta de uma má manutenção. Livros de grande valor afetivo que dificilmente encontrarei no formato físico novamente.


Que sirva de alerta para vocês que estão formando suas bibliotecas,  embora eu saiba que vocês estão mais habituados aos E-books e seus dispositivos leitores digitais.

Nem vou reclamar da sorte. Tem livros desta lista de extinção,  que tem 50 anos de pó no lombo / lombada,  melhor dizendo.

Assim, apesar de não vir na capa ou contracapa, com nenhum selo de data de validade, sabemos que o conteúdo cumpriu o seu destino : – Chegou aos leitores.


Fico triste.  Nem tanto é claro, como os habitantes de Alexandria quando a biblioteca pegou fogo.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Domingo

Abri a janela do escritório,  que não passa de um terceiro quarto,  com uma escrivaninha, uma estante embutida dentro de duas portas  do armário,  e um sofá cama,   e dei de cara com um cenário que há muito tempo não via,  desde que deixei os pampas do Rio Grande . Um cavalo malhado,  marrom e branco,   igual aqueles dos filmes do velho oeste apenas sem nenhum índio montado,  pastando tranquilo em um jardim de uma praça na esquina da rua São Francisco Xavier  com  Dr. Satamini .


Fiquei me perguntando como ele foi parar lá,  se alguém o levou,  tipo esses passeadores de cães, se veio trotando  mesmo,  fugindo de um cativeiro onde era obrigado a puxar carroça 24 horas por dia,  mal alimentado, sem férias e 13º nem pensar. Claro que não veio de metrô nem de Uber,  seria muito difícil de explicar.


Já se passaram 2 horas e ele ainda está lá. Filmei porque a distância não permitia uma boa foto para eu postar. Vou mostrar pra Tânia ser a testemunha que vai atestar a veracidade dos fatos. Não vou ficar aqui de vigília para ver quem vai vir recolher o animal. Se a SPA ou uma destas ONG que resgatam animais abandonados a própria sorte.


Ontem,  eu não atinei e não sei se teria tempo de filmar,  uma limusine daquelas compridas e toda cor de rosa,  o que chamava mais a atenção, uma vez que a maioria é de cor preta que serve para qualquer evento. Me restou apenas ficar imaginando quem estava dentro. Se uma destas  celebridades tupiniquins (Yes,  nós temos também) ou um casal de classe média,  que alugou  para tirar  uma onda,  fazer uma presença, para postar para a posteridade.


E para fechar a crônica,  estava na cozinha tomando café quando ouvi um gavião. Corri para a janela da área de serviço e lá estava ele empoleirado no topo de uma antena  em cima do telhado,  ponto de observação para vários pássaros. Os bem-te-vis são os mais comuns,  depois uma ou um casal de maritacas desgarradas do bando.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Fantasia do Sr. K.

Durante um tempo,  quando eu era um tolo,  carente de tudo aquilo que um paisano precisa para manter o mínimo de seu equilíbrio emocional e mental e uma coisa está atrelada a outra, meu sonho de consumo era  ter uma conta bancária que nunca ficasse no vermelho, um palácio mais simples do que aqueles habitados por Marajás , mais parecido com uma casa de pescador que poderia ser em Búzios, ou no litoral baiano e com sete mulheres para me servir andando pra lá e pra cá, apenas com a parte debaixo do biquíni, (nada daquelas virgens prometidas pelo Islã), me chamando de meu Rei.


Não precisa consultar o Dr. Freud nem o Dr. Jung para ver que não passa de uma fantasia criada para compensar a dura realidade do paisano; conta no vermelho,  morando de aluguel,  tolo e carente de mulher e de amor.


Começou aí a minha busca por livros de auto ajuda que existem aos montes empilhados nas portas das grandes livrarias, na mesma proporção que existe carência humana de pão,  de sexo e de amor. Durante algum tempo me sentia confiante com as respostas encontradas
até o dia em que eu li:

“Estamos todos no mesmo barco”.

No mesmo dia,  em que eu vi a foto do iate do Bill Gates ancorado na baía de Mônaco,  tipo,  estacionamento de barcos restrito para bilionários. Imediatamente comecei a sonhar / fantasiar,  que eu era o flanelinha do pedaço e a minha conta etc.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Um dia na vida de Zé do Boné.

Ele mora com a mulher Flo,  em uma casa de subúrbio e tem como vizinho Charlie e sua mulher Rubi.

Rubi e Flo são melhores amigas muito por conta de sofrerem as mesmas dores de terem maridos adictos. Zé e Charles parceiros inseparáveis nos pubs da vida. Charles tem mais recursos e paga sempre a cerveja em troca da companhia do Zé . (Um típico caso descrito em qualquer manual de co-dependência)


O quinto personagem é Jack o dono do Pub que invariavelmente expulsa o Zé para poder fechar a casa.

Tem o vigário,  que por força do hábito,  acredita que um dia, o Zé vai melhorar,  vai deixar de ser vagabundo,  alcoólatra,  jogador e brigão . Tem os guarda noturnos,  que já são íntimos pela quantidade de vezes que recolheram o Zé do canal,  que ele sempre cai voltando bêbado para casa. Ou levando ele pra delegacia por conta de brigas e perturbação da ordem.

A minha identificação se deu muito por conta de eu ter sido um alcoólatra e jogador (notem o tempo do verbo no passado) mas vagabundo e brigão nunca fui.

À primeira vista,  um leitor de primeira viagem vai julgar o autor,  fazendo apologia a um comportamento desregrado do ponto de vista moral.
A segunda vista vai perceber que o autor apenas  desenha um personagem,  um protótipo /  modelo de um tipo inglês que pode ser encontrado em qualquer lugar do mundo.

A rotina do Zé é esta: –  Dormir no sofá, sair para os bookmakers (casas de apostas)  e acabar a noite no pub e cair no canal ou ir preso, voltando para casa.

Para provar que é verdade este bilhete (adorei está estória do menino que falsificou o atestado e viralizou),  posto esta tira publicada hoje.Zé em seu habitat natural com seu fiel escudeiro Charlie e Jack o barman .

(Andy Capp é uma história em quadrinhos inglesa criada pelo cartunista Reg Smythe, vista nos jornais The Daily Mirror e The Sunday Mirror desde 5 de agosto de 1957.)

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

Quem vê assim pensa…

Sei que assim falando,  vocês vão pensar,  que por trás do meu perfil se esconde um paisano inseguro, que já começa o discurso entregando que ainda se preocupa com o que os outros pensam.

Qualquer estagiário de psicologia sem prática nenhuma de residência já saí identificando: – Uma alma infantil que vive na expectativa da aprovação paterna e materna e aceitação social. O Analista de Bagé, baseado em seu método nada ortodoxo diria: – Esse guri não mamou na teta.

Quando eu pensei que tinha atingido um determinado nível na escada da espiritualidade,  lí um destes bilhetes postados no Facebook e eu mesmo faço isso com frequência,  quando sinto que a mensagem  encerra uma verdade,  independente da religião de fundo,  que dizia:  – Quanto mais alto o brilho emanado de sua iluminação, se prepare porque existe cem por cento de chance de  você ser convocado pelas instâncias /  esferas superiores, para prestar serviço e levar a luz onde a escuridão habita. A princípio fiquei chocado com a profundidade da verdade. Mas pensando bem é de uma lógica incontestável.

Encontrei  muitas respostas nas tirinhas com personagens infantis que hoje são celebridades internacionais, por exemplo: A turma do Charlie Brown com seu grande astro canino Snoopy, emoldurando mensagens diárias e positivas e eu tenho na minha galeria mais de mil que eu compartilho de segunda a sexta que é a minha maneira de eu dar bom dia.

A Mafalda e o Garfield já são patrimônio cultural da humanidade, e para completar a lista dos meus preferidos, Hagar o horrível,  o Mago de ID e Zé do boné que merece e vai ter uma atenção maior em um próximo post.

Sei que assim falando pensas… é o início de uma linda canção do Belchior chamada A Palo Seco que ontem sem nenhuma prévia combinação, um dos meus três sobrinhos com talento musical , o André,  postou de Michigan um vídeo no grupo da família, uma bela interpretação com voz e violão.


Aloha!

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Coisas Nossas

Todo o meu ufanismo pelo nosso País decorre do fato,  de ser um País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza,  como cantou Jorge Benjor.
Depois de viajar para o exterior, Buenos Aires, Madrid, Londres, Paris e New York é que pude enxergar e dar valor as coisas nossas como diz outra canção.

Em que lugar do mundo você encontra na mesma paisagem praia e montanha? Por isto os gringos ficam loucos quando aqui aterrizam. Depois, ficam de quatro quando são recepcionados com caipirinhas, feijoadas e churrascos.

Não é a toa que há muito tempo,  e vou falar do tempo que me lembro, anos 60,  houve a chamada invasão bárbara,  de argentinos e franceses principalmente,  que uniram o útil ao agradável,  investindo em  pousadas,  hotéis e restaurantes,  favorecidos pelas generosas taxas de câmbio. Búzios e Floripa são os exemplos que eu pude observar in loco. Da Bahia pra cima fiquei sabendo através dos jornais.

A variedade gastronômica é o primeiro item que me vem a cabeça. As comidas regionais, a paleta de frutas,  a fartura dos cafés coloniais nas serras gaúchas,  as iguarias do mar.

O segundo item é a beleza das mulheres gaúchas e  catarinenses,  campeãs de vários concursos de beleza e o charme displicentes das garotas de Ipanema a caminho do mar.

Eu tenho um sonho de  um dia morar em uma casa de pescadores com todo o conforto necessário para levar uma vida simples . Durante anos Florianópolis foi minha escolha. Mas o  inverno de lá pesou na balança. Fico com Búzios . Muito mais perto do Rio de Janeiro, o que por si só,  tem um peso maior na hora de medir o custo benefício.

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

2021 – Uma Odisséia no Espaço

O que mais me impressionou no pouso do jipezinho em Marte foi a pontualidade . Nem um minuto a mais, nem a menos,  do previsto pela competente equipe da Nasa,  composta do creme de lá creme das cabeças mais brilhantes do planeta, de nacionalidades diferentes trabalhando em conjunto por um projeto maior da humanidade.


Quando o homem foi a lua em 1969, e  este sim foi um grande feito,  porque não era apenas um jipezinho controlado daqui por controle remoto e abastecido de pilhas Raiovac e Duracell , um tio meu,  como muita gente,  não acreditou e me disse que “O Homem lá de cima” não ia permitir uma profanação desta natureza. Claro que por conta dos dogmas religiosos em vigor.

Aos poucos,  toda aquela ficção científica já anunciada nos desenhos dos Jetsons e depois no filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, começa a se concretizar, ou seja, fazer parte do nosso cotidiano e as viagens a lua se tornaram mais seguras e mais rápidas do que ir de Copacabana a  Japeri, pela Avenida Brasil na hora do Rush.

Parece que a viagem a Marte durou 7 meses. Se a gente pensar bem.  é o tempo que um urso leva hibernando, e posso estar errado nas contas mas não no conceito. Quero dizer que muitos de nós por conta da Covid, já estamos hibernando a um ano.

Assim,  já vou me oferecer como voluntário para o primeiro voo tripulado,  desde que obedecidas algumas condições básicas, tipo assim:


1 – Nada de ir naquelas cápsulas dormindo e só acordar no destino.

2 – Um estoque de Heineken bem geladas e que não seja em pastilhas.

3 – Um smartphone com banda larga ilimitada e bateria idem, para eu maratonar séries antigas,  acompanhar o campeonato brasileiro,  a liga dos campeões e o basquete.

4  – E o mais importante : O direito a postar no Facebook o primeiro Self com os homenzinhos verdes, com todos os direitos autorais garantidos

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Depois do Jogo

Vou iniciar este bilhete no afã,  de tentar aliviar o peso que caiu no peito dos corações Colorados e com força maior nos corações Vascaínos, citando uma frase, uma pérola de sabedoria que circula nas redes sociais sem que se saiba o autor original. Uma fonte me garantiu que é do Carlos Drummond de Andrade.

“A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

A pior coisa que pode acontecer depois de um fracasso,  uma derrota
um machucado por conta de um acidente,  é a gente ouvir: – Eu Avisei!
Pior do que isso,  muito pior,  é eu ter que confessar que fui o autor deste alerta, em uma crônica escrita logo após o Inter ter perdido a semi-final da Copa do Brasil pro América, nos pênaltis. Lembram? Mas não é por conta disso que eu vou sair por aí dizendo que está doendo mais em mim do que em vocês.

O Inter começou a perder está decisão,  o título ainda está em aberto  e o jogo só acaba quando termina,  quando perdeu para o Sport Recife em casa.

Ontem quando fez o primeiro gol no início da partida o autoengano se instalou. Falei pra Tânia, flamenguista de carteirinha: – Uma grande lenda urbana do futebol diz: quem faz o primeiro gol perde o jogo. Acho que essa lenda nasceu em 1950 na decisão da copa do mundo, uma tragédia nacional no palco do Maracanã,  quando o Uruguai ganhou.

Antes de culpar o VAR,  vamos culpar quem escalou o Rodnei e não vale culpar o fazendeiro rico que pagou a multa. Podemos culpa-lo por não ter comprado oxigênio  etc.

Quanto ao glorioso time da colina,  à longo tempo a queda vem sendo anunciada. Crises em todos os setores muito mais no extra-campo.

O espetáculo tem que continuar.
A vida segue o seu curso e fazendeiro nenhum vai pagar os nossos boletos. Nem mesmo a mensalidade do clube.


Aloha!

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

Seriados & Séries

Antes,  para não falar,  antigamente,  embora o século passado tenha  acabado de dobrar a esquina ; o que a gente hoje chama de séries,  chamava de seriados. Mas o significado é o mesmo: Episódios em sequência exibidos em curtas,  médias ou longas temporadas.

Os meus seriados favoritos então eram:  – Os intocáveis,  Missão impossível (Em Preto e Branco, sem o Tom Cruise),  Arquivo X,  Guilherme Tell,  Ivanhoé,  Kung Fu,  Bonanza e Combate, Etc. Assistidos na televisão em data e hora marcada e quando se perdia um episódio,  alguém que viu nos atualizava e a gente não perdia o fio da meada.

Com a chegada do Streaming essas plataformas de áudio e vídeo,  o céu é o limite,  e o verbo maratonar,  deixou de ser sinônimo de corridas de ruas de longo percurso tipo São Silvestre.
Ouvi estórias de gente que assistiu uma temporada inteira em um dia.

Não cheguei a este ponto. Sempre gostei de ir ao cinema para ver filmes bons e sempre me contentei com os filmes oferecidos nos canais fechados,  até esgotar o cardápio que nunca foi assim essas coisas.

Com o confinamento imposto pela Covid passei a ver séries com mais assiduidade,  mas no máximo 2 episódios por dia.
Da minha lista consta várias séries, algumas de grande sucesso até outras mais específicas indicadas pela crítica e ou amigos.
Sem obedecer qualquer ordem cronológica,  lá vai:
A casa de papel, Vis x Vis, Suits, Merli, Outlander, This is us, Person of  Interest, Modern family, as  séries israelenses, (Fauda, Shitzel, Reféns de um Crime) e Ponto Cego, a atual.

O que diferencia esta série,  de tantas outras americanas com os mesmos modelos batidos de uma equipe do FBI lutando contra terrorismo e crimes internacionais, e a interferência de outras agências como CIA e em alguns casos o supremo Serviço Secreto,  são as personagens femininas . Jane,  a garota tatuada com vários quebras cabeças,  com pistas que levam a crimes que serão cometidos; Zapata,  a agente que não deixa seus parceiros na mão e a minha preferida: Patterson, a Nerd que opera um super computador,  que resolve qualquer enigma e que cria programas em minutos para auxiliar a equipe e que ainda vai a campo quando necessário.

Em resumo: muita ação,  muita luta corpo a corpo e algum romance, daqueles improváveis entre o chefe da equipe, que é o mocinho principal e Jane, que a gente fica torcendo por um final feliz.
Quando você pensa que a história acabou,  cada um seguiu seu rumo,  após os vilões serem presos ou mortos,  eis que a terceira temporada já inicia,  com Patterson e Zapata passando pro lado negro da força.

Por: Adolfo.wyse@gmail.com






O Cardápio e o Prato do Dia

As sugestões do chef que primeiro chegaram ao hipotálamo,  depois de uma acirrada corrida para fecundar o óvulo,  no caso aqui, dar vida a um tema para o post do dia, foram três: A primeira,  o prato do dia que nunca sai do cardápio,  porque é o campeão de audiência,  o mais consumido não só pela classe mais baixa mas pela classe média também, que um dia foi classe baixa. A política local, ou seja, municipal estadual e nacional. E aqui tem (PF) prato feito pra tudo o que é gosto,  inclusive para a mesma sigla (PF) polícia federal.

A segunda seria Pandemia à moda da casa e tem para todos os gostos também com novas variantes sendo descobertas o que só permite entrega por delivery e respeitando todo o protocolo de segurança sanitária. E distanciamento social.


O futebol então,  o bom e velho ópio do povo, que pode vir a alucinar mais que Lucy no Céu de Diamantes  ( e não quero aqui fazer apologia a drogas),  qualquer torcida organizada que se preze, ganhou a corrida, por conta da grande decisão que se aproxima do campeonato brasileiro, o jogo entre o Flamengo x Inter no estádio do  Maracanã,  palco de jogos memoráveis que estão gravados no museu do futebol.

A ansiedade pode ser medida na mesma proporção em que se cria expectativas e,  a única maneira de evitar isso,  a ansiedade,  não a decepção ou frustração, pela derrota do seu time,  seria consultar o oráculo;  no caso   eu tenho em mãos o ICHING , o livro das mutações que tem todas as respostas,  que são oferecidas após o desenho do hexagrama final,  depois das varetas ou moedas de cara e coroa serem jogadas.
Pode se consultar também, qualquer cigana de Plantão, não essas que andam em bando pelas ruas assediando e pedindo a sua mão para ler e que tem má fama, mas algumas chamadas de cartomantes que leem as cartas e que como em qualquer profissão existem as falsas.

Entendi que não devo gastar assim a minha sorte,  que seria aquela, por exemplo,  de libertar o gênio da lâmpada e desperdiçar um dos 3 desejos pedindo pro Inter ser campeão. Vou apenas,  para resolver a questão da ansiedade que,  é real e não passa,  mesmo rezando meus  mantras diários, me  colocar no lugar do Abel e traçar uma tática para o jogo de domingo.

O time do Flamengo tem 6 jogadores diferenciados: Everton Ribeiro, Gerson, Arrascaeta, Felipe Luiz,  Bruno Henrique e Gabigol.

Tem que entrar com a  faca nos dentes, com ganas de ganhar e,  sufocar o meio de campo,  principalmente Everton e Arrascaeta,  que são os cérebros e fazem a distribuição do jogo,  isto é,  fazer a bola chegar nos pés do Gabigol e Bruno Henrique,  que são mortais diante do gol.

Na palestra motivacional,  aquela de vestiário,  reforçar o valor de cada um e do time,  que se chegou a esta posição foi porque fez por merecer.
Para finalizar não faz mal nenhum convocar os craques do passado para dar uma força: –
 Manga, Cláudio, Figueroa, Vacaría, Marinho Peres e Falcão. Valdomiro, Jair, Dario, Caçapava e Lula.

E que o Var, não interfira,  nem pra um nem pro outro.
Sonhar não custa nada e,  assim,   no domingo após a vitória do Inter seja por 1 a zero sem ser gol de pênalti  aos 43 do segundo tempo ou por 3 a um,  a imensa nação colorada do Oiapoque ao Chuí solte o grito: – Foi Lindo

Por: Adolfo.wyse@gmail.com