Gutemberg, considerado o pai da prensa que imprimiu a primeira Bíblia, talvez tenha imaginado como visionário que era, os tipos, tamanhos e cores das fontes que hoje compõem jornais, revistas, e livros impressos com uma qualidade impecável.
Quando estudei na Escola Técnica Parobé, em Porto Alegre, como o próprio nome diz, formava marceneiros, mecânicos, eletricistas, e tínhamos todo dia aulas nas oficinas, inclusive de fundição e tipografia.
Não consegui ter um aproveitamento em nenhuma destas atividades. Hoje eu sou capaz de pregar um prego, serrar uma madeira, trocar uma tomada da parede, fazer uma chumbada para pescar e organizar os linotipos em uma prensa rústica. Nada que mereça destaque em meu currículo.
No filme “O Nome da Rosa” baseado no livro de Humberto Eco, com o mesmo nome e o Sean Connery fazendo o papel de um monge investigador designado para decifrar misteriosos assassinatos dentro de uma confraria, mostra os escribas, os designers gráficos da época que ilustravam com desenhos e letras capitulares os livros, a maioria de cunho religioso.
Assim como Alfred Nobel se arrependeu de ter criado a pólvora e tenha tentado amenizar sua culpa criando o prêmio Nobel, Gutemberg não teve muito tempo para avaliar o uso que se fez, e se faz de sua invenção.
O que sabemos hoje é que a imprensa existe para o bem e para o mal , como tudo mais que se entende como veículo de informação.
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O Boi na Sombra
A imagem que esta expressão pode vir à representar, pode ser tanto aquela, que visualiza um animal debaixo de uma acácia, uma figueira ou um coqueiro, a depender da tipografia do terreno, protegido principalmente da exposição à luz do sol , que sabemos, pode ser fatal, podendo vir a provocar queimaduras de vários graus; quanto aquela metáfora mais comum, que remete ao paisano de bem com a vida e com bens suficientes para não precisar correr atrás do seu sustento como a maioria dos Joãos e Marias, deste nosso país.
Existe outra também que pode vir embutida com um sentimento de inveja que ouvi muito quando eu frequentava mais botequim do que católico as missas de domingo:
– Quero ver tirar esta onda duro!
Chegamos então, a aquela outra versão muito ouvida nas rodas de conversa entre comerciantes de vários portes, desde a lojinha, tendinha da esquina, que a gente assim chamava lá no sul, até descobrir, no meu caso muito mais tarde, que tenda em espanhol quer dizer loja; até os fazendeiros mais abastados que precisam de um avião Cessna para percorrer toda sua propriedade, passando pelos donos dos armazéns.
-O olho do dono engorda o boi.
Conheci muita gente que adotou está regra e guardou o seu dinheiro debaixo dos colchões. Os jornais publicaram muitos casos de gente que perdeu tudo, simplesmente porque deitou embriagado e resolveu fumar, ou o mais comum, onde o prejuízo foi parcialmente evitável quando alguém fez xixi na cama.
Com a chegada dos cofres particulares e dos Bancos, nos foi passada uma falsa sensação de segurança . Só nos resta rezar e pedir proteção aos céus, para não sermos assaltados à luz do dia ou da noite, e o boi nosso de cada dia, que gastamos tanto dinheiro engordando, seja encontrado na busca policial, todo esquartejado em um desses açougues clandestinos.
12 Homens e uma Sentença
O que me causa espanto, estupefação mesmo, no caso do julgamento do ex. Mandatário, são dois pontos que vou tentar assinalar e quiçá, deixar a minha opinião usando o sagrado direito da liberdade de expressão e com base no meu conhecimento da política do ponto de vista popular, adquirido dos livros, dos filmes, dos comentaristas políticos, em jornais, rádios e televisão. E o que não falta é especialista, em economia também. Dos comentaristas de futebol então, sem comentários, para não desviarmos o foco do x da questão.
O filme “12 homens e uma Sentença ”de Sidney Lumet, nos leva a pensar que a justiça pode falhar e temos vários casos de condenados que cumpriram longas penas até serem inocentados. Nos EUA, que sempre passou uma imagem de uma justiça infalível, volta e meia aparece um caso, que Holywood transforma em filmes, e logo estará num cinema perto de você.
Traduzir o significado da palavra competência pode nos ajudar.
Quando o eminente magistrado do STF anulou todo o julgamento baseado no fato de que o Tribunal de Curitiba não tinha competência, O significado aqui é: – Não era da sua Jurisdição.
Assim em nenhum momento ele classificou o juiz titular da vara como incompetente.
Ontem por conta de desvios de conduta apuradas em gravações, O STJ condenou o Juiz titular por Suspeição: – agir com parcialidade.
O que me causa espanto, (e dá sempre um efeito especial quando você repete uma frase, recurso muito usado em Blues), é : – Porquê demorou tanto tempo para se chegar a este veredito, quando sabemos que este processo com todas as idas e vindas, que os recursos permitem, passou por tantas mãos de eminentes juízes? – Do TRF 4 por exemplo até o STF mesmo.
A mim me parece, que a corte falhou coletivamente, em todas as instâncias, o que configura, uma senhora INCOMPETÊNCIA.
Advertência
Parece que daqui a pouco, quer dizer, não vai demorar muito, a medida que o Blog Sala de Redação for se expandindo, cada artigo vai ter que vir acompanhado de uma mensagem de advertência tipo aquelas que aparecem ao fim dos filmes: – Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas será apenas uma mera coincidência que tem a função jurídica de evitar processos legais por conta de plágios e ou uso indevido de imagem sem os respectivos depósitos de garantia dos direitos autorais.
Posso vir aqui ou ali, ofender um ou outro nas redes sociais e isto já aconteceu por conta de um comentário que caiu na rede do politicamente incorreto que passou a condenar qualquer insinuação sobre cor, raça, sexo, política e principalmente crenças religiosas e o atentado a redação do jornal Francês, Charlie Hebdo, deixou um recado bem claro de que ninguém em lugar nenhum pode brincar com isso.
Depois disso passei a compartilhar apenas assuntos culturais que envolvem arte e beleza, trocando figurinhas de mensagens positivas e vocês não vão me ver comentando e replicando assuntos políticos e religiosos principalmente.
Uma coisa que me incomoda muito, e é difícil de bloquear, porque você tem algum laço de ligação muitas vezes afetivo e estão na sua lista de amigos e nem vou falar aqui dos grupos, são aquelas correntes tipo Pra Frente Brasil, Salve a Seleção, e a pior de todas, aquela que você recebe no dia do amigo e do irmão. E que começa com uma ode a amizade ao amor entre irmãos e acaba com uma sentença que parece mais uma praga e eu fico super constrangido, que diz: – “Hoje é dia do irmão/amigo, você precisa dizer isto a 12 irmãos de sangue ou não, que você respeita. Espero ser um deles”.
Mando um Emogi de positivo e outro com as mãozinhas em oração e quebro a corrente.
O Modus Operandi
O meu processo de criação, o meu modus operandi, que não passa de um anglicismo de marca maior, essas heranças deixadas pelos Portugueses, Holandeses, Ingleses e todas aquelas capitanias hereditárias, inicia quando eu acordo e os pensamentos começam uma corrida maluca pra ver quem vai subir ao pódio, como o espermatozóide que vai fecundar a mente. Uma vez escolhido o tema , e depois de enxugar e guardar a louça do dia anterior e após o café, é que eu pego o celular e abro o App Notes que se revelou para mim um confortável instrumento para escrever, onde eu posso, inclusive, simular o som das teclas de uma máquina de escrever. Após escrever o artigo eu salvo e envio para o meu Email, onde eu copio e colo em uma página em branco do Word, onde eu formato o tipo, e o tamanho da fonte por padrão, Times New Roman 16 e alinho o texto no modo justificado.
Antes de enviar para o blog sala de redação, faço uma prévia correção ortográfica e depois copio e colo no Blog e dou uma segunda vista antes de publicar para o público. Aqui entra um conselho que eu sempre ouvi desde os meus tempos de bancário: – Quem escreve não deve corrigir ou revisar sob pena de deixar passar erros enraizados. Que nos leva aquele outro, em relação ao dinheiro: – Confira sempre ao receber na boca do caixa. A mão que conta não deve ser a mesma que confere, por mais que a pessoa do outro lado seja conhecida ou inspire confiança.
Ontem eu ouvi, assistindo uma aula de música, uma coisa que eu já tinha aprendido a observar: – Existe uma diferença entre ouvir e escutar. Entre ver e ler. Ontem eu tive uma iluminação ao pegar para ler um livro de cabeceira, que são aqueles que fazem a nossa cabeça e nada a ver aqui com lavagem cerebral como querem alguns. Mas sim, no sentido de abrir a nossa mente para os infinitos universos que orbitam a nossa Volta.
O nome do livro é: – “A nossa frágil condição humana” (Crônicas Judaicas) de Moacyr Scliar , escritor e médico gaúcho, que escreveu apenas 80 livros de contos, crônicas e romances, e durante 34 anos publicou 5000 crônicas em uma coluna do jornal Zero hora de Porto Alegre. Tá bom pra vocês?
Sextas, Sábados e Domingos
Quando a gente é criança, esta distinção dos dias não existe. Todo dia é dia de brincar com alegrias inocentes. Aos poucos vamos crescendo e observando os adultos separando os dias, em dias de trabalho, dias de lazer e descanso.
Na adolescência, pelo menos no meu caso, os Domingos foram os primeiros a chamar minha atenção, pelos rituais que oferecia: – Missa de manhã, para os católicos principalmente, por conta de suas crenças e para os outros que se infiltravam através dos amigos, afinal era o ponto de encontro do bairro, se em cidade grande, ou se da cidade do interior, com apenas uma igreja, uma praça.
À tarde, o cinema era a maior atração, não só pelos filmes mas pelo encontro coletivo de rapazes e moças começando a produzir aqueles hormônios perturbadores. Quem já tinha um par ia para gozar literalmente da intimidade que o escurinho do cinema proporcionava, e muito mais perturbador, que o barulho dos pacotes de balas e amendoim sendo abertos, era o dos beijos trocados nas poltronas ao lado, atrás e na frente sem nenhum pudor ou inibição.
Era dia de botar a melhor roupa, e no dia anterior a gente já ficava implorando para a mãe passar aquela camisa de tergal. E daí deve ter nascido a expressão: – Roupa de Domingo.
Quando eu cheguei no Rio, descobri que o carioca cultuava o dia de Sexta-feira, muito por conta da cultura dos botequins, dos bares e pés sujos, templo dos boêmios . Sexta então, era o dia da alegria, do Happy Hour, como se não houvesse amanhã.
Mas o meu dia preferido é o Sábado que apesar de carregar várias proibições sabáticas de fundo religioso, e as recomendações dos Adventistas do 7º dia e a dos Judeus ortodoxos muito se assemelham.
Quando eu trabalhava eu ficava mais relaxado porque sabia que tinha o domingo de anteparo para encarar a segunda feira, que era chamada de “dia de branco” como se o trabalho fosse um castigo.
Sobre isso…O Amor

Uma vez eu fiz por escrito, e quem quiser conferir basta ir na página 36 do Livro “Canção para Iara” uma declaração de amor que começa com o título: -“ Para Tânia mulher com F maiúsculo de Feminino.”
Mas alguém me disse, e não foi o Anísio Silva que cantava está música, que chegou a nossa geração pela voz da Gal Costa, que o amor, o eu te amo, precisa ser repetido todo dia e nem preciso ressaltar aqui como eu em particular, e os homens em geral tem uma enorme dificuldade de pronunciar estas duas palavrinhas.
Faltando 4 dias para o teu Cumpleaños e 19 para os nossos 40 anos de casado, a ocasião pede pelo menos uma declaração especial uma vez que não vamos poder celebrar com um festão em família e com os amigos.
Desta vez então não vou te dedicar as músicas “Minha Mulher” e “Eu sei que vou te amar” ambas na voz do Caetano e a segunda de autoria do Vinícius.
Recorri então a poesia nas figuras de Maiakóvski e Pablo Neruda que eu li na barca na travessia para a ilha de Paquetá, onde pela primeira vez segurei na tua mão, e fiz o pedido sem me ajoelhar e sem abrir o estojo, mostrar o anel, igual aos filmes americanos:- Quer namorar comigo?
E um beijo selou este contrato, que temos renovado a cada ano, contra todas as previsões sombrias, como de uma amiga sua que depois virou nossa, que disse após um ano de namoro e já pensávamos em morar juntos: – Você ainda está com este cara?
Este cara sou eu., um romântico sonhador, que um dia te disse por escrito mas que não foi publicado: – Enquanto você me ajudava a crescer você cresceu!
Hoje então você é a minha Pareja como eu gosto de dizer, minha companheira, parceira, amante, minha mulher, meu porto seguro, que me resgatou quando eu era um marinheiro perdido em Copacabana vagando do Leme ao Posto 6, me embriagando de solidão.
Que conste nos autos! Eu te amo!
PS: Este post hoje vai bombar nas redes sociais, va lá, no Grupo Zap da Família!
Grandes Livros x Livros Grandes
Não li e não gostei do Livro “O Tempo e o Vento” do Érico Veríssimo que está no Livro dos Recordes como um dos 5 livros com mais páginas já publicados. O campeão da lista é o “Guerra e Paz” do Leon Tolstoi. Fiquei sabendo disso esta semana através destes post postados por editoras que querem desovar o estoque de livros encalhados.
Claro que, com a minha naturalidade gaúcha, ouvi falar e hoje conheço muito mais o filho, o Luiz Fernando Veríssimo, que seguiu a carreira do pai mas com um estilo muito mais leve e bem humorado.
Com o devido distanciamento crítico, hoje eu entendo porque nunca nos foi apresentado no segundo grau, quando se pressupõe que a gurizada abandonou a leitura das revistas em quadrinhos, O Pato Donald e toda a família Disney que já começavam a dominação cultural que o cinema se encarregou de expandir até hoje.
Os recomendados eram sempre do início do século como José Alencar, Euclides da Cunha, Lima Barreto e outros. Castro Alves, foi o único que me despertou a atenção, talvez porque era poeta e militante pela libertação dos escravos. Lembro até hoje do livro: Espumas Flutuantes.
Jorge Amado então nem pensar. Imaginem a gurizada travando contato com aquele universo, erótico / sensual, habitado por mulatas assanhadas, tipo Gabriela, Dona Flor e Tieta, para citar algumas que pra nossa alegria foram campeãs de audiência no cinema e tv. Muito bem representadas pela Sônia Braga e Betty farias
Mais tarde, é claro, e graças mesmo ao cinema e tv, fomos tomando mais interesse por este ou aquele.
Agora, imperdoável mesmo, foi não terem adotado Machado de Assis como leitura obrigatória.
Para os jovens de agora o conselho é este: Leiam os clássicos e os modernos e nada contra a leitura de um gibi, de um anime japonês, de um mangá, tão em moda entre os jovens.
As 10 Pragas do Egito
Quem viu o filme “Os 10 mandamentos”, e quem não viu pode ver hoje no Youtube, a história que narra desde o nascimento de Moisés até o “Êxodo”, a saída do Egito quando o faraó se rendeu às 10 pragas e assim mesmo ainda perseguiu com seu exército o povo Hebreu até o mar mediterrâneo e foi quando Moisés vendo que os passaportes não seriam concedidos, disse a famosa frase que abriu um corredor no mar: – Abre-te Sésamo.
Segundo fontes confiáveis, as 10 pragas foram encomendadas por Moisés, num papo reto com o Criador, que as despachou em sequência começando por transformar a água em sangue, a dos gafanhotos, dos mosquitos e a dos primogênitos, seguidas de outras seis que vocês podem consultar no Google.
O que deixou o Faraó enfurecido, foi descobrir que havia um poder muito maior do que o dele, sobre o céu e a terra e que os hebreus estavam sob o seu manto de proteção, e talvez tenha nascido aí este rancor estrutural contra o povo Hebreu, e a história nos mostra que é um ódio recorrente e que ainda pode ser identificado nos dias de hoje.
Tudo isso para fazer uma analogia com as 2 maiores pragas que assolaram a humanidade: – A gripe Espanhola e a atual Covid 19, que nos deixa impotentes e assombrados pelo medo, contemplando um contador digital onde os números são progressivamente atualizados.
Não interessa aqui procurar saber quem encomendou, qual é o Faraó de plantão, o que precisamos aceitar é que esta praga não escolhe branquinho de direita, de esquerda ou do centrão que fazem parte da grande maioria silenciosa.
Mais do que corpos, vidas estão sendo interrompidas e enterradas na vala comum.
Aniversários
Há um tempo e, não precisamos aqui mencionar o século, vamos chamar de anos dourados, quando um paisano está em sua melhor forma, na juventude, a celebração do aniversário vinha precedida de toda aquela ansiedade que começava na hora de convidar a turma, definir o cardápio onde não faltava o clássico cachorro-quente (Naquele tempo não havia os hambúrgueres) e o grande sucesso que era aqueles palitinhos (que a gente chamava de sacanagem – um queijo, um presunto e uma azeitona no meio), e as bebidas conforme a faixa etária, e aquela lei de proibir bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos, era desrespeitada à luz do dia sem que ninguém se incomodasse ao ponto de denunciar para o juizado de menores.
Não no meu caso que já começava a sofrer por antecipação, afinal eu não estava na minha melhor forma, e o que outros viam como dourado eu enxergava cinza chumbo, pois a síndrome do copo meio cheio, copo meio vazio, já se instalará em minha alma, e seria estendida por aquelas outras datas festivas como, ano novo, carnaval. Ou seja: Eu já estava ruim da cabeça e doente do pé.
Mas se vocês estão lendo isso hoje, ao contrário daqueles filmes onde alguém que morreu de morte matada, deixa um vídeo gravado com a clássica introdução: se vocês estão vendo este vídeo, é sinal de que eu estou morto… Então, eu estou muito vivo graças a Deus, e a minha ansiedade hoje é daquele tipo citada acima no primeiro parágrafo; a minha pareja faz aniversário dia 21 e eu escrevi um texto lindo que não posso mostrar agora para não quebrar o encanto.
Sem falar na emoção que vai ser quando chegar a hora do bolo e do guaraná, que para mim, diabético tipo 1 controlado, equivale a champanhe, aquela de todos os preços que circula com fartura, principalmente no ano novo.
E a cereja do bolo vai ser ouvir a Xuxa puxando os parabéns e todo mundo gritando: Ahá! Uhu! Tânia eu vou comer teu bolo!