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A Cerimônia do Chá.

A definição ou significado encontrado no Oráculo É:
“Conjunto de atos formais e solenes, de caráter religioso ou profano, segundo regras estritas; rito, solenidade.”

Vou tratar aqui dos rituais religiosos e profanos mais conhecidos, como a Cerimônia do Chá, no Budismo, e por isso muito praticada entre os orientais, na China, Japão, Índia e outros.

Chadô é uma disciplina espiritual, uma maneira de treinar o corpo e a mente. Quando nós o praticamos, a mente deve estar completamente presente em cada gesto.


Do lado ocidental, e por isso mais profano, temos o Chá das Cinco, e daí deriva, se não for especulação minha,  a pontualidade britânica, sagrada para a rainha e seus súditos.

Descendo as cordilheiras que cortam continentes ou cruzando os oceanos, chegamos a América do sul, mais precisamente no cone sul,  temos Argentina, Uruguai e Paraguai, onde a Cerimônia do Mate Amargo, chimarrão para os gaúchos, que a preguiçosa geração mais nova, abreviou para Chima, é um ritual quase sagrado. Nos outros países citados,  fica mesmo, o Mate.

Aqui não se usa louça de porcelana nem tijelas de barro. É usado apenas uma cuia de porongo, uma bomba de prata, e uma garrafa térmica, que permite mobilidade, e aqui no Rio de Janeiro, não é incomum ver casais e famílias, nas praias , compartindo o Chimas, e já identificamos logo o Gaúcho, que pode ser Brasileiro, Argentino, Uruguaio ou Paraguaio.

Este ritual não difere muito dos citados acima. Serve individualmente para o Gaúcho refletir e em grupo para socializar.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Pensar, Meditar e Viver.

Nunca fui muito crente, e por isso mesmo, sempre evitei professar uma crença religiosa, destas que um paisano desde pequeno é obrigado, a cumprir os rituais, levado pelos pais, aos cultos, nas igrejas, católicas e evangélicas, onde já é instalada uma divisão de classe, um cisma, em bom português, um racha.

E como se não bastasse, o pobre paisano vai descobrindo outras modalidades, como o Judaísmo, o Islamismo, a Umbanda, o Espiritismo e o Budismo, onde eu cheguei depois de transitar pela Igreja Católica, os templos evangélicos e as Sinagogas.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas não conseguia conexão nenhuma. E essa coisa de pagar pedágio para um corretor de fé, sempre me incomodou. Seja Padre, Pastor, Rabino ou Pai de Santo. Hoje, com o devido distanciamento crítico, entendi a necessidade desses guias espirituais.

Descobri o Budismo através de livros e filmes. E me encantei com o Zen Budismo. Não vou ter espaço aqui para mostrar as literaturas consultadas, mas posso compartilhar algumas frases e textos, através do  site: www.acasadosolnascente.com.br,  onde tem uma sala de Meditação.

Não sou um discípulo muito praticante, porque sempre tive muita dificuldade para meditar, conforme recomendado.
Lendo agora um livro “O segredo da flor de ouro” de C.G.Jung e Richard Wilhelm confirmei o que já desconfiava sobre a minha dificuldade em meditar: “A preguiça e a distração. Conscientizar a distração é o mecanismo que conduz a eliminação da distração. A preguiça da qual não somos conscientes e a preguiça da qual somos conscientes estão a milhares de milhas uma da outra.
A distração se baseia na errância do espírito e a preguiça revela que o espírito ainda não está puro.”

Assim, acredito que pensar, rezar (Seja um mantra, um salmo, um hino) é meditar.

“O grande milagre não é voar pelos ares ou andar sobre as águas; é caminhar pelo chão”. (Lin-Tsi).

Quanto ao viver. Estar vivo exige apenas um verbo: Respirar.
Já viver exige muitos verbos: Comer. beber, chorar, rir, trabalhar, estudar, casar, amar, aprender, plantar, defender, lutar, viajar, mudar, sonhar, caminhar, sofrer, gozar, comandar, liderar, pagar e acho que já deu pra entender.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Chave

Precisei fazer uma chave para um armário de madeira, para guardar coisas, de academia, escola, etc..

Consultei o primeiro chaveiro, e ele teve a cara de pau de cobrar  RS 120,00. RS 60,00 para abrir e RS 60,00 para fazer a chave.

Para minha sorte, o armário ficou aberto.

Consultei o segundo, expliquei que o armário estava aberto, e era uma fechadura simples de trinco. Teve a coragem de cobrar RS 80,00.

Tirei uma foto da fechadura por dentro, vi que era da marca Stan e fui em uma loja de ferragem. Da Stan não tinha, mas tinha da Papaiz, com o mesmo tamanho e desenho, com duas chaves junto.

Preço: RS 18,00

Precisei apenas desaparafusar dois parafusos, trocar a fechadura, aparafusar e testar com sucesso.

Em outros tempos quando eu era um homem tolo e ignorante, iria gastar todo o meu lucro, que deixei de gastar, em cerveja.

Hoje, vou destinar para compra de livros.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Lambendo a cria.

Um escritor famoso, que gosto muito, e que não vou citar o nome, para não pensarem que estou ostentando cultura e porque ele não precisa mais de propaganda instantânea, para ser reconhecido, disse que um livro, depois que é publicado e ganha as águas do mercado, que cruzam fronteiras, e chegam nas feiras locais, nacionais e internacionais; passa a ter vida própria, a andar com suas próprias pernas, empurrado pelo boca a boca, e aqui e ali por uma crítica positiva, patrocinada algumas vezes por empresas, mais interessadas em vender um produto, do que disseminar cultura.

Atualmente, nem relógio trabalha mais de graça. Depois que inventaram os digitais, aqueles analógicos com precisão Suíça, entraram em greve indeterminada, atrasando os ponteiros das horas e dos minutos, por conseguinte, no que passamos a chamar de operação tartaruga, uma vez que uma paralisação total, geral e irrestrita, seria considerada ilegal e, portanto, sujeita a multa e outras sanções previstas no tribunal superior internacional do trabalho.

Recebi esta semana um exemplar impresso do meu livro “O Correio da Tijuca”. Como todo pai orgulhoso, corri para conhecer e lamber a cria. Nasceu enrugado e feio como nascem os bebês. Aos poucos fui folheando as páginas, olhando a capa, a contracapa, as orelhas, e a aparência aqui vale tanto quanto aquela que precisamos manter, não só no primeiro encontro, com o leitor, que vai ter um peso decisivo na aceitação do livro, e mexer com a autoestima do autor, para cima ou para baixo, a depender de seu estado emocional.

Quando é um bebê, é feito um convite de boas-vindas, com o nome, a cor, o sexo e o peso, que já vai começar a formar uma identidade social. No caso do livro, é feito um convite também, com nome do livro e do autor, E ao invés de peso, é medido por páginas, e em vez de chá de bebê, o convite é para o lançamento, e aqui o lugar, o número de convidados, vai depender, como todo evento, dos recursos disponíveis, financeiros e de divulgação.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O Sonho de Hoje

Foi um daqueles que você acorda buscando uma câmara escura ou uma impressora, para revelar e imprimir as imagens gravadas que ficarão salvas na memória do paisano, a maioria, na verdade, como vídeos, com movimento, cor, áudio.

O cenário parecia ser muito Teresópolis, o que se confirma quando alguém fala: fica ali na Várzea, entre o alto e o centro, e se referia a um hotel, que dava os fundos para uma encosta lisa de um morro, com uma enorme torre de transmissão no meio da visão da janela dos fundos.

O que mais me impressionou foram os desenhos da fachada em madeira, com portas, janelas e varandas, esculpidas como se fosse uma maquete em tamanho natural. Não consigo descrever a beleza dos entalhes arabescos nas bordas.

Estava com um grupo que, por duas vezes, se reuniu ao ar livre, no pátio e em uma quadra de esportes que estava em construção.

O sonho termina,  é interrompido ou sofre um corte na edição, quando entro no hotel, e vejo alguns funcionários arrumando a mesa para o café da manhã, no salão das refeições.
Antes que eu pedisse, um deles me oferece um café expresso, tirado de uma máquina em cima de um aparador, com uma cestinha de pão de queijo.

Por: adolfo.wyse@gmail.com