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Escatologias

Quando uma Editora apela por títulos escatológicos, passa duas mensagens: A primeira,  que é apelação mesmo, para ganhar dinheiro em cima de seu público alvo, e esse público é real, aquele que assiste o BBB, A fazenda e outros Circos,  onde a mulher barbada, é a criatura que chama menos a atenção.

A segunda, é aquela que dissemina que as fronteiras morais e espirituais foram rompidas, vale tudo e salve-se quem puder, ou aquela velha e enraizada sentença: os incomodados que se mudem.

Os moralistas de plantão, as brigadas nascidas de uma educação religiosa, repressora sexualmente em sua essência, saem em passeatas agitando suas bandeiras, com todos aqueles velhos gritos de guerra! – Estão vendo o que deu esta liberdade sexual?

O fato é, que mesmo eu, me considerando de mente aberta, que testemunhou essas revoluções dos costumes, a luta das mulheres pela emancipação de suas pautas femininas, me pego chocado moralmente, quando vejo em bancas de jornais,  livros com títulos escatológicos, que vou descrever aqui, partindo do pressuposto de que meu público alvo, é de maior idade, de mente aberta, formador de opinião, isto é, vacinado e espiritualizado.

Um dos Títulos: O Cu de Deus.

Outro: Cai de boca no meu Bu*****

E mais um: Ligue o Foda-se!

Por: adolfo.wyse@gmail.com



Ficções

Após assistir ontem o filme “Ficção Americana”, resolvi aquela velha questão, quando um filme é baseado em um livro, e quem leu e assistiu, julga, qual é o melhor.

Um livro é escrito por um autor. Um filme, exige um roteirista, os atores,  um diretor, cenários em estúdios e ao ar livre. É como montar um quebra cabeça, encaixando as peças no lugar certo, e ao fim, o leitor, o expectador, visualiza o quadro todo.

Eu tiro o meu chapéu, o que é um sinal de reverência, aos escritores e roteiristas. Para eles o céu é o limite, que quer dizer exatamente o contrário, o céu não tem limites. Através dos olhos, dos gestos, do comportamento, da entonação da voz, os atores nos passam todas as emoções contidas nas cenas, e nos diálogos.

A mágica acontece quando nos reconhecemos, nos identificamos com este ou aquele personagem, que faz a nossa alma transbordar, transcender as cercas do nosso corpo. Nossas limitações.

Não dá para descrever com palavras do que se trata o filme, tudo o que ele entrega. Eu pelo menos não consigo. Há muito tempo entendi que não tenho nenhuma habilidade crítica, que é a arte de descrever porque gostei ou não gostei, desse livro, filme, quadro, sem correr o risco de expor meus preconceitos.

Se fosse usar a imagem do Bonequinho do caderno de cinema do jornal o Globo (Ainda existe?), que aparece, dormindo quando o filme é chato ou ruim, o que não é o mesmo, levantando para ir embora, sentado atento, aplaudindo sentado, usaria o bonequinho aplaudindo de pé, como fiz ontem ao assistir.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O Oráculo está vendo!

Um dos primeiros mandamentos é não usar o nome de Deus em vão, por isso substitui por Oráculo, que hoje todo mundo tem acesso, mais conhecido como Google.

Não sei se vocês já presenciaram no trem, no metrô, um destes mendigos profissionais, na maioria das vezes, usando uma criança como escudo, para aumentar a chantagem emocional, dizer: –  Fazer uma narrativa de desempregado, de doença na família, e a boa fé dos brasileiros é explorada, como é explorada na política.

Assim alguns, metem a mão na carteira e fazem a sua caridade, enquanto o elemento fala:  – Deus está vendo! E essa frase me parece sempre carregada, de um duplo sentido, como nestas correntes onde existe uma ameaça contida, de que se você quebrar a corrente, será castigado. No meu caso, me sinto no mínimo constrangido, por não abrir a carteira.

Mas hoje, queria usar esse exemplo, para dizer a todos os amigos do Face ,do Whatsapp, do Instagram, que publiquei o meu livro, “O Correio da Tijuca”, e pedi a todos, não para comprar, mas para compartilhar, uma vez que vocês não podem comentar sem conhecer o livro por dentro.

Assim, o Oráculo me entrega diariamente um relatório de quem curtiu, comentou ou compartilhou.


                     – Deus está vendo! –

Por: adolfo.wyse@gmail.com



A Cerimônia do Chá.

A definição ou significado encontrado no Oráculo É:
“Conjunto de atos formais e solenes, de caráter religioso ou profano, segundo regras estritas; rito, solenidade.”

Vou tratar aqui dos rituais religiosos e profanos mais conhecidos, como a Cerimônia do Chá, no Budismo, e por isso muito praticada entre os orientais, na China, Japão, Índia e outros.

Chadô é uma disciplina espiritual, uma maneira de treinar o corpo e a mente. Quando nós o praticamos, a mente deve estar completamente presente em cada gesto.


Do lado ocidental, e por isso mais profano, temos o Chá das Cinco, e daí deriva, se não for especulação minha,  a pontualidade britânica, sagrada para a rainha e seus súditos.

Descendo as cordilheiras que cortam continentes ou cruzando os oceanos, chegamos a América do sul, mais precisamente no cone sul,  temos Argentina, Uruguai e Paraguai, onde a Cerimônia do Mate Amargo, chimarrão para os gaúchos, que a preguiçosa geração mais nova, abreviou para Chima, é um ritual quase sagrado. Nos outros países citados,  fica mesmo, o Mate.

Aqui não se usa louça de porcelana nem tijelas de barro. É usado apenas uma cuia de porongo, uma bomba de prata, e uma garrafa térmica, que permite mobilidade, e aqui no Rio de Janeiro, não é incomum ver casais e famílias, nas praias , compartindo o Chimas, e já identificamos logo o Gaúcho, que pode ser Brasileiro, Argentino, Uruguaio ou Paraguaio.

Este ritual não difere muito dos citados acima. Serve individualmente para o Gaúcho refletir e em grupo para socializar.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Pensar, Meditar e Viver.

Nunca fui muito crente, e por isso mesmo, sempre evitei professar uma crença religiosa, destas que um paisano desde pequeno é obrigado, a cumprir os rituais, levado pelos pais, aos cultos, nas igrejas, católicas e evangélicas, onde já é instalada uma divisão de classe, um cisma, em bom português, um racha.

E como se não bastasse, o pobre paisano vai descobrindo outras modalidades, como o Judaísmo, o Islamismo, a Umbanda, o Espiritismo e o Budismo, onde eu cheguei depois de transitar pela Igreja Católica, os templos evangélicos e as Sinagogas.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas não conseguia conexão nenhuma. E essa coisa de pagar pedágio para um corretor de fé, sempre me incomodou. Seja Padre, Pastor, Rabino ou Pai de Santo. Hoje, com o devido distanciamento crítico, entendi a necessidade desses guias espirituais.

Descobri o Budismo através de livros e filmes. E me encantei com o Zen Budismo. Não vou ter espaço aqui para mostrar as literaturas consultadas, mas posso compartilhar algumas frases e textos, através do  site: www.acasadosolnascente.com.br,  onde tem uma sala de Meditação.

Não sou um discípulo muito praticante, porque sempre tive muita dificuldade para meditar, conforme recomendado.
Lendo agora um livro “O segredo da flor de ouro” de C.G.Jung e Richard Wilhelm confirmei o que já desconfiava sobre a minha dificuldade em meditar: “A preguiça e a distração. Conscientizar a distração é o mecanismo que conduz a eliminação da distração. A preguiça da qual não somos conscientes e a preguiça da qual somos conscientes estão a milhares de milhas uma da outra.
A distração se baseia na errância do espírito e a preguiça revela que o espírito ainda não está puro.”

Assim, acredito que pensar, rezar (Seja um mantra, um salmo, um hino) é meditar.

“O grande milagre não é voar pelos ares ou andar sobre as águas; é caminhar pelo chão”. (Lin-Tsi).

Quanto ao viver. Estar vivo exige apenas um verbo: Respirar.
Já viver exige muitos verbos: Comer. beber, chorar, rir, trabalhar, estudar, casar, amar, aprender, plantar, defender, lutar, viajar, mudar, sonhar, caminhar, sofrer, gozar, comandar, liderar, pagar e acho que já deu pra entender.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Chave

Precisei fazer uma chave para um armário de madeira, para guardar coisas, de academia, escola, etc..

Consultei o primeiro chaveiro, e ele teve a cara de pau de cobrar  RS 120,00. RS 60,00 para abrir e RS 60,00 para fazer a chave.

Para minha sorte, o armário ficou aberto.

Consultei o segundo, expliquei que o armário estava aberto, e era uma fechadura simples de trinco. Teve a coragem de cobrar RS 80,00.

Tirei uma foto da fechadura por dentro, vi que era da marca Stan e fui em uma loja de ferragem. Da Stan não tinha, mas tinha da Papaiz, com o mesmo tamanho e desenho, com duas chaves junto.

Preço: RS 18,00

Precisei apenas desaparafusar dois parafusos, trocar a fechadura, aparafusar e testar com sucesso.

Em outros tempos quando eu era um homem tolo e ignorante, iria gastar todo o meu lucro, que deixei de gastar, em cerveja.

Hoje, vou destinar para compra de livros.

Por: adolfo.wyse@gmail.com