Arquivo da Categoria: Literatura

Aviso aos Navegantes

Por conta de uma boa intenção, que como todas as outras lotam os quintais do inferno,  conforme o ditado popular: – “De boas intenções o inferno está cheio”,  fui obrigado a decidir por configurar o blog “Sala de Redação” para não receber qualquer comentário,  seja de elogio ou de crítica negativa.

Tudo começou quando passei o meu público alvo de “amigos” para “público”,  acreditando que poderia vir a atingir um maior número de seguidores e assim chamar a atenção para o site,  é claro, mas sobretudo para tornar o livro “Canção para a Iara”,  mais conhecido.

Começou então a chegar uma carrada de comentários e, pasmem, a maioria elogiosos, se é que o Google Tradutor não me enganou. Fui checar a origem,  afinal, de Fake News,  o inferno não tá cheio não,  tá exportando mais que a China. E encontrei um grande site (Turco) sobre cinema.

Para provar a vocês que “é verdade este bilhete”, anexo alguns prints que eu salvei para o caso de no futuro vir a seu acusado de um crime cibernético praticado por esses hackers que se aproveitam de sua boa fé e principalmente de falhas no seu sistema operacional, antivírus desatualizado e coisa e tal.

Conforme vocês vão poder observar a olho nú, isto é, sem necessidade de lupa ou lente de contato,  os endereços,  os nomes não batem com os nomes dos E-mails,  o que configura que os comentários foram produzidos e replicados por robôs coisa que hoje em dia deixou de ser coisa de cinema como nos filmes Star Wars , o Exterminador do Futuro etc.


O aviso,  a mensagem contida na garrafa,  a partir de hoje informa:
Uma vez que por conta dos fatos acima narrados e abaixo demonstrados fui obrigado a apagar todos os comentários existentes, novos  e antigos, qualquer comentário deverá vir através do meu E-mail : adolfo.wyse@gmail.com ou no Facebook mesmo, onde eu compartilho os links, a cada postagem. No whattsapp apenas o Grupo da Família, tem este privilégio, afinal eles são o meu Fã Clube nr. 1.

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

A Lista de Borges

A frase bíblica: – É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus , nos leva a duas leituras: A primeira equivocada de que os ricos, qualquer um deles,  estão impedidos por causa do seu apreço pelos bens materiais. A segunda e, aqui eu acredito ser a  que chega mais perto do significado original é aquela que afirma : – Riqueza nenhuma no mundo pode comprar o ingresso para o reino,  porque em essência ele é espiritual. Aqui não vale furar a fila;  o “quem indica” não tem o menor valor e os porteiros moralmente impecáveis em seus portais são insubornáveis.

Guardadas as devidas proporções e bota proporção nisto, para chegar a lista dos indicados ao Premio Nobel de qualquer uma das categorias e aqui vamos nos ater a categoria de literatura, um longo caminho precisa ser percorrido e um currículo precisa provar,  que dois itens ou apenas um,  sejam cumpridos para que uma competente comissão, eleita pela, até então imaculada, Academia Sueca aprove como indicação. Que o candidato tenha escrito um livro que fez estremecer o mundo editorial, seja pela qualidade da obra  seja pelo número de exemplares vendidos. Ou tenha vários livros publicados e aqui vale então o que eles chamam de conjunto da obra.


Depois do escândalo que abalou a ilibada reputação da Academia ficaram expostos à luz do dia a sujeira por tanto tempo escondida, e aqueles insuspeitáveis argumentos de que não havia qualquer interferência política foram escancarados.


Ao contrário da indicação ao Oscar,  quando apenas 5 são selecionados
para a grande final,  até hoje eu não sei quantos são indicados por ano ao Nobel.


Não sei por exemplo quando Borges,  Jorge Luis Borges,  escritor Argentino de reconhecida fama internacional passou a ter seu nome inscrito nesta seleta lista. O que eu sei,  sem dúvida nenhuma,  é que foi pelo conjunto da obra. Consultem o oráculo. Os livros estão lá.

Sei também,  e aqui reside a idéia que gestou este texto que,  ele, Borges, nunca ganhou o prêmio Nobel de literatura nem vivo ( e eu fico aqui tentando imaginar seu discurso de agradecimento) nem morto , em uma dessas homenagem póstumas.


Borges disse com aquele seu conhecido senso de humor :

Sou um candidato ao futuro Premio Nobel e serei sempre candidato ao futuro Premio Nobel. Me nego a sair da categoria.”

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

A Banda

Quando a gente é miúdo,  como falam os portugueses de Portugal e, a redundância é necessária pelo fato da língua portuguesa ser falada em outros países como… Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.A gente pequena então não tem a menor noção de como e porquê a banda toca. Seguimos os passos dos nossos pais,  nossos irmãos mais velhos e de alguns professores quando começamos a dar os primeiros passos na escola.


Até chegar ao caminho de Santiago de Compostela , estrada que leva a iluminação,  segundo alguns peregrinos,  uns famosos que  inclusive enriqueceram vendendo livros narrando as suas experiências místicas, muitos anônimos se perderam pelo caminho. Alguns mais desavisados, como todo marinheiro de primeira viagem diante da primeira encruzilhada, tomaram o caminho de Damasco.

E aqui é o gancho para eu citar aquela filosófica e profunda frase ouvida pela primeira vez,  assistindo o desenho Kung Fu Panda dita pelo grande mestre Oogway  que não tem qualquer parentesco com as Tartarugas Ninjas:

“Encontramos nosso destino no caminho que escolhemos para fugir dele.”

O miúdo então,  depois de caminhar por várias estradas, volta pra casa com aquela serenidade estampada na face,  de quem encontrou uma verdade,  uma verdade só sua e de mais ninguém.

E a verdade,  meus amigos, é que a banda continua tocando do mesmo jeito, com  novos músicos,  novos maestros,  novos repertórios,  mas mantendo os abomináveis vícios estruturais.

Qualquer semelhança ou insinuação política que vocês possam detectar na interpretação do texto não é mera coincidência.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O Entendimento…

O entendimento é um trem que chega invariavelmente atrasado. Esta frase é minha e, quer dizer a mesma coisa que aquela outra, de autoria do Gabi ( para os íntimos; os mais chegados ao culto das palavras) Gabriel Garcia Marques, que disse: – A sabedoria nos chega tarde demais. Claro que a frase dele vai ter muito mais crédito; o cara simplesmente conquistou o prêmio Nobel de literatura com o livro “Cem anos de Solidão”, que daqui a 100 anos ainda vai ecoar como um dos maiores clássicos da Literatura,  enquanto eu não ganhei nem o concurso de redação do Grêmio Estudantil do segundo grau.

Também não é o caso para sair por aí seguindo o texto ao pé da letra,
Isto é,  cantando a música de um grande compositor gaúcho (Lupicínio Rodrigues) de músicas inspiradas por dores de cotovelo que diz
: Esses moços / Pobres moços / Ah! Se soubessem o que eu sei /  Não amavam, Não passavam / Aquilo que eu já passei,

É melhor, muito melhor seguir caminhando e cantando a canção “Deu Pra Tí… Baixo astral” da dupla Kleiton e Kledir que ao contrário do que muitos pensam não é uma dupla sertaneja de raiz, muito menos universitária.

Confesso que no momento só consigo classificar a música deles de muito boa qualidade, como Pop, adjetivo de popular  e a nível internacional eu comparo com Simon e Garfunkel.

Para fechar o texto escutei outro dia uma pérola que só um garimpeiro das palavras,   em  sua caminhada matinal atento as falas do inventa- línguas,  como disse poeticamente Maiakóvski pode colher e agora compartilhar:

Um homem ao telefone na porta de sua loja falou,  presumo eu,  para sua mulher: – Vamos mudar o rumo desta prosa para não acabar em B.O. ( boletim de ocorrência,  para quem não tem familiaridade com siglas, normalmente registrados em delegacias policiais, por conta de agressões domésticas, brigas de trânsito, entre vizinhos, etc…)

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Cinco Marias ( 1 – AMÁLIA)

Nesta estória de hoje, o Sr. Wilson,  meu pai,  vai ser apenas o coadjuvante, o que não diminui em nada o seu papel .

Mas a atriz principal é a Sra. Amália que cumpriu até o fim dos seus dias nesta terra prometida, a multitarefa de criar 9 filhos e adotar um bebê quando a prole mais nova já andava passeando na adolescência pelo bairro do Cristal em Porto Alegre. Com o apoio das duas filhas mais velhas, que supriram a ausência do Sr. Wilson , que por conta de seu trabalho como estivador no Porto de Rio grande, o impediu ou serviu como desculpa, para um processo de separação, sem culpa registrada em cartório.

Eu tenho uma lembrança muito clara de um dia na casa de madeira na Vila dos Estivadores,  meus dois heróis estavam discutindo a relação em alto e bom tom. Não sei de onde, mas  hoje eu desconfio,  me veio uma voz que gritou com os dois: – Calem a boca!  – Os dois ficaram me olhando assustados e não lembro mais de ver os dois discutindo.

Hoje eu entendo que além de já rolar uma incompatibilidade de gênios muito por conta de crenças religiosas divergentes, as escassas condições financeiras foram noventa por cento responsáveis.

Outra lembrança que vai comprovar o parágrafo acima: Minha mãe estava reclamando de que estava faltando alguma coisa em casa:  – 90 por cento era comida. O Sr. Wilson respondeu: – O que você quer mulher?  – Quer que eu dê um tiro em Deus?

E aqui chegamos ao x da questão.

A sua crença religiosa, que lhe deu forças para lidar com todas estas adversidades e ainda praticar a caridade e elevar o amor ao próximo ao seu mais alto nível ( o do perdão),  conforme  narrado na crônica Roda de Estiva,  do livro “Canção para Iara” onde o ator principal era o Sr. Wilson.

Vou colocar como apêndice aqui,  afinal nem todo mundo tem o livro em mãos para conferir,  e encerro com um texto que eu cortei do livro mas que aqui ajuda a compor o retrato falado de Dona Amália.

  PS:1

“Dois anos mais tarde, minha mãe, evangélica (adventista do 7º dia) de carteirinha, e digo isso sem sentido pejorativo, foi até a cadeia onde o dito cujo cumpria sua pena e, seguindo fielmente os mandamentos que praticava, disse que o perdoava.”

PS: 2

Dona Amália

Diariamente, com a exigência de alimentar 11 bocas, minha mãe cozinhava 1 kg de feijão.

Todo dia abria a Bíblia em qualquer página e deixava aberta, na cozinha.

      Enquanto escolhia o feijão, para cozinhar, lia silenciosamente o grande livro.

      Em suas mãos, nenhum terço, nenhum rosário. Apenas grãos que ela cuidadosamente selecionava, enquanto seu coração falava com Jesus sobre a vida, fé, trabalho, filhos, amor e caridade.

por: adolfo.wyse@gmail.com

Autor procura …

O personagem representa para o autor, aquilo que o ator representa em um filme. Um papel escrito e, não importa aqui se é narrado na primeira ou terceira pessoa, onde o personagem principal vai revelar na maioria das vezes a visão e o comportamento do autor,  o cara que viveu a experiência e ou a imaginou e,  vai ser o promotor daquele encontro quando a vida encontra a arte ou vice versa;  e grandes personagens adquirem corpo e alma e,  passam a fazer parte de nossas memórias.

Cada um de nós se fizer uma busca vai lembrar de algum que marcou a sua vida. No momento me veio a cabeça dois:- O “Horácio Oliveira” do livro “O Jogo da Amarelinha” de Júlio Cortazar e Edmond Dantés,  do livro que virou filme “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas.

Claro que vamos  encontrar nos filmes,  muito mais do que nos livros. O cinema promove muito mais inclusão social e por isso mesmo é mais popular.

E não estou falando de heróis e vilões. Mas de homens e mulheres lidando com suas alegrias e tristezas cotidianas, em uma luta diária buscando sucesso pessoal e profissional, em ambientes na maioria das vezes insalubre, sem o mínimo de saneamento básico e sob altas taxas de temperatura e pressão, isto é, pequenas e grandes violações de direitos humanos.

À medida que for lembrando e revirando os arquivos mais antigos e que podem vir a servir,  vou atualizar a minha lista de personagens de livros e filmes;  enquanto isso vocês façam a sua busca e depois vamos compartilhar, que isso é o que importa e faz a roda do mundo  girar. Estão aí e,  definitivamente vieram para ficar,  as redes sociais.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O Comentário que virou crônica.

Embora curta, muitas vezes esta página, acho que só a li uma vez.
A falta de óculos, junto com a hiper atividade, que galopa, de forma desastrosa, embrulhado galhos com bugalhos, ou seria confundi-los. Acho que nem é galho e sim alho. Há também esta incorrigível dislexia.


Mas hoje insone, nestas madrugadas, parei pra ler . E gostei das histórias e  ficarei mais atenta.


A historia dos gémeos, me lembrou da minha, que não sei se é fruto da minha imaginação, ou por contos orais, familiares, que passam de pais pra filhos e seguem geracões adentro.
Mas seguindo este fio , rege a lenda que fui batizada num velório. Já que, quando eu nasci, alguém havia morrido, sempre haverá os que nascem e os que morrem, se não , não haverá espaço para todos.

Havia um código de crenças, que  crianças pagãs não poderiam ir a enterros e velórios. E como eu era muito pequena e franzina, e corria riscos, por garantia era bom que fosse batizada. E o mesmo padre que encomendava a alma por espaços desconhecidos do além, encaminhava meu destino, por andanças desconhecidas, por este mundo a fora.

Sempre brinco que tenho um pé na vida e outro na morte, já escapei por 2 ou 3 vezes. Sob o signo de escorpião e regência de Perséfone (A Deusa dos submundos) Uma coisa é certa, um dia não escapo.


Mas tudo bem. Haverão outras vidas….. assim creio.

PS: Comentário sobre a Crônica ” Os Gêmeos”por Rosi.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Estórias da carochinha

Não sei se hoje em dia, as crianças ainda acreditam naquelas narrativas que pais inseguros inventam para se livrar da curiosidade infantil sobre o nascimento dos bebês. A mais antiga e comum para ser aplicada naquela faixa etária entre 5 e 8 anos é a conhecida fábula da Cegonha, coisa que os estúdios Disney ajudaram a difundir.


A segunda narrativa, ainda em vigor,  pelas mesmas razões anteriores, insegurança dos pais,  mas já introduzindo uma pitada de sexualidade, o que convenhamos,  apenas aguça ainda mais a  imaginação infantil já tão fértil por natureza;  é aquela que o papai planta uma sementinha no corpo da mamãe e aqui tem início as tão necessárias lições de anatomia.

A terceira narrativa,  adotada depois da invenção dos computadores pessoais por uma parcela mais descolada da população,  afirma com igual naturalidade que o papai espeta o seu Pendrive na porta USB da mamãe. “Qui nem” aquelas naves espaciais acoplando na estação espacial.

Então, as vezes, sem ter mesmo digerido todas estas informações, que vamos repetir para nossos filhos como uma atávica herança ancestral, uma nova narrativa é introduzida no roteiro que é composto de apenas dois capítulos:  Vida e Morte.

A pergunta que não quer calar e vai nos acompanhar até o fim dos nossos dias é: – Para onde vamos quando morremos e, a resposta inevitável dos pais pela mesma insegurança é ,de que,  vamos para o céu;  se tivermos um bom comportamento moral e social e aqui somos introduzidos no campo das teologias e filosofias e, a tese da reencarnação ganha grande popularidade e, chegamos aonde estamos sem saber pra onde vamos e, o quando vamos, aqui,  começa a ter mais importância que o,  como vamos voltar . Por mim eu acredito que querer é poder e assim eu quero voltar com o corpito do Brad Pitt (aquele que exibiu no filme “Tróia”), eu, contracenando com a Natalie Portman ,  a Penélope Cruz e a Scarlet Johansson.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

O leite só derrama quando a gente não tá olhando…

Acho que esta sábia reflexão,  nasceu depois daquela outra, de caráter mais religioso:  – Orai e vigiai!

Só nos damos conta disso e paramos para refletir do valor das coisas quando as perdemos ou faltam,  como por exemplo a luz, a água, os serviços públicos como a limpeza das ruas.

A luz, por exemplo, antes a gente ficava apenas no escuro, coisa que uma vela aqui, um lampião acolá, uma lanterna ali, amenizava a escuridão. Hoje você fica sem geladeira, micro ondas, televisão e internet, o que acelera nossos batimentos cardíacos e eleva nosso estado de ansiedade.

A reflexão se aprofunda quando começamos a falar de, gente como a gente,  de relacionamentos parentais e afetivos, homem e mulher e amigos.

Até então,  tratamos estes relacionamentos como se fossem parte de um contrato que jamais seria quebrado. Como o sentimento de uma grande parte dos jovens em relação a vida. Alguns até patéticamente tentam imitar algumas figuras como Reis, Rainhas da cocada e Ditadores de plantão ( não é impressionante como estas patéticas figuras,  ainda existem?) que acreditam exercer um poder por direito e concessão divina.

Vamos pois,  fazer o nosso exercício diário,  de capinar os nossos canteiros,  para que nossa alma não tenha mais está aparência suja de um terreno baldio.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Esse tal de Futebol

No meu tempo e, de muitos outros que a seu tempo, viveram alguns, assistiram outros, gloriosos momentos do futebol, não havia tantas competições, mas sim torneios em campos profissionais e de várzea onde antes do jogo os dois times se perfilavam naquelas fotos clássicas que emolduram paredes e álbum de figurinhas: 6 em pé  de braços cruzados normalmente, o goleiro e os zagueiros  e,  na frente agachados,  os atacantes.

Hoje às fotos são tiradas só ao fim do jogo,  quando o capitão do time ergue a taça junto com a comissão técnica,  os diretores e o presidente do clube em pessoa,  igual ( eu queria falar “qui nem”, mas parece que esta expressão não existe e,  ou não deve ser usada para não ferir os delicados ouvidos dos professores de português ) aqueles proprietários de cavalos no jóquei posando na foto da vitória .

Tudo isso para afirmar aquilo que vocês já sabem, e os comentaristas não se cansam de comentar. O futebol mudou ou mudamos nós?

No intervalo do jogo,  quando um jogador de cada time que se destacou é chamado para uma rápida entrevista com o repórter de campo, o que escutamos? – A gente teve uma desatenção e o time deles é muito qualificado então vamos ver o que o professor vai falar pra gente virar o jogo.

Independente do resultado,  ao final do jogo o repórter de campo pergunta ao mesmo jogador: – O que foi que o professor disse?
– Ele falou: quanto mais a gente tiver a posse de bola mais o time deles vai correr e se desgastar; portanto vamos caprichar no passe,  na hora de finalizar e colocar em prática todas as jogadas ensaiadas nos treinos e finalizando a preleção sempre com uma citação de Neném Prancha; – Treino é treino e jogo é jogo;   futebol é bola na rede e vale gol de qualquer jeito desde que o Juiz e, agora o Var validem.

Respondendo então a pergunta inicial: o que mudou? Mal se distingue na camisa do clube o seu escudo diante de tantas marcas estampadas. O cabelo dos atletas merece um capítulo a parte. Basta um destes medalhões, esses candidatos a melhor do mundo cortar o cabelo e pronto: – lançam moda e tendências. Agora é meio moicano, meio não sei o que. E nem precisamos falar das chuteiras coloridas algumas dupla face,  um pé rosa outro laranja.

Encerrando então essa resenha, tipo assim, troca de passes,  cheguei a casa de um amigo alienado que só assiste jogo de futebol americano e estava assistindo um jogo de futebol.

Perguntei: quem está jogando,?

– Ele respondeu: BANRISUL X BANRISUL

Era um Grenal,  minha gente.

Por: adolfo.wyse@gmail.com