Ontem, fiz aniversário e postei no Facebook : versão 76.0 – Atualização em progresso…
Consegui resistir ao impulso de compartilhar um texto do Leonardo Padura, escritor cubano, postado por uma fã no Facebook, chamado Celebrar a Vida, onde me vi identificado de corpo e alma.
Ele fez 70 anos em 2025 e começa escrevendo que Ernesto Hemingway e Trotsky morreram com 62 anos e eram chamados de “Velhos”. E fala:
“Independentemente do rótulo lamentável que me atribuam — idoso, velho, da terceira idade —, o número avançado, e eu diria quase obsceno, que carrego me envia um aviso inegável: tenho mais passado do que futuro, e o fato que confirma isso é matemático.”
“Mas, ao chegar a esta idade em que estou agora, todo esse passado precisa necessariamente delinear um futuro. A coisa mais terrível que pode acontecer a quem chega a esta fase da vida é não ter expectativas para o futuro ou sentir-se distante do próprio destino. E, felizmente, esse não é o meu caso, e sei que não é o caso de muitos outros que estão nesta fase da vida.”
No meu caso e com minhas palavras já disse em um artigo publicado no blog O Correio da Tijuca que entrei como um jogador de basquete no último quarto do jogo, com a consciência plena de que a vida não é um jogo como muitos pregam por aí.
Escrevi também que o pior sentimento é aquele de estar cumprindo tabela, sem mais nada a desejar, deixar de ser produtivo.
Ouvi ontem da minha irmã Luemy junto com as felicitações de aniversário:
“Você já passou por tanta coisa. Agora pode fazer o que quiser.”
O conselho é tentador, mas sabemos que não é bem assim.
Prefiro trocar o fazer o que quiser por fazer aquilo que ainda posso e gosto, como: ler, escrever, ver filmes e séries, ouvir música, assistir a NBA, o futebol nacional e internacional, viajar quando possível e para onde o orçamento permitir.
Por fim, e não menos importante. Viver a “sensação de vulnerabilidade e plenitude que vem de sentir e receber amor, essa maravilhosa faculdade da condição humana.” Extraído também do texto “Celebrar a vida – Carta de Havana” de Leonardo Padura.
Agora vou fazer uma playlist com as músicas que fazem a minha alma vibrar. Depois eu compartilho.