Educação Financeira

Essa mania de perguntar o preço é coisa de gente pobre,  como diria o Caco Antibes,  para quem não associa o nome a pessoa,  é o personagem de Miguel Falabella no programa humorístico “Sai de Baixo” quando se podia chamar pobre, de pobre, sem ser politicamente incorreto.

Mas não é,  só coisa  de gente pobre não! Tem muita gente por aí com dinheiro que pergunta o preço simplesmente para não ser surpreendido por uma conta super faturada e porque teve uma boa educação financeira e aprendeu que dinheiro não é capim e não dá em   árvore.

Eu mesmo,  que tive uma péssima educação financeira,  fui aprendendo com outras pessoas que não é vergonha perguntar o preço, rachar a conta no restaurante , principalmente quando naquelas mesas com doze pessoas , tem uma,  que escolheu o prato mais caro ou pediu um uísque de 18 anos,  enquanto o restante pediu a promoção do dia e bebeu uma Coca-Cola ou um chopp.

No começo me irritava muito na hora da conta. Aos poucos fui me acostumando e hoje não me incomodo quando me pedem para fazer a divisão.

Pedir quentinha então para levar o excedente de comida que sobrou nas travessas nem pensar. Até o dia que me disseram que nos EUA era tão comum, isto é, tão natural que você não precisa nem pedir, O garçom ou garçonete já perguntam: – Vai levar a comida pro cachorro? (Bag Dog)

Uma vez eu estava em São Paulo fazendo um estágio para aprender algumas rotinas para serem implementadas na agência do banco no Rio e tive que levar um envelope com documentos para o meu cunhado que estava hospedado no hotel Sheraton.

Saí do banco, fui para um hotel de quinta categoria na Praça da Sé, que como único benefício me permitia ir a pé para o trabalho. Cheguei no Sheraton por volta de 7 horas da noite,   interfonei para o quarto e meu cunhado me disse que ia demorar para descer.

Juntando então a fome com a vontade de comer, unir o útil ao agradável,   subi para o restaurante do hotel no terraço. Coisa fina.
Pedi uma meia garrafa de vinho Chateau Duvalier, um filé aperitivo que era o que o meu orçamento comportava. Quando a conta veio , mantive a pose e paguei com um cheque. Os ticktes alimentação no meu bolso se sentiram deslocados.

Foi o filé aperitivo mais gostoso que eu já comi.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Parem as Rotativas!!!

Um texto,  e aqui cabe ao leitor julgar,  se é bom ou não deve iniciar com um título como se fosse uma isca para fisgar a atenção dos  leitores.
As vezes o título nasce primeiro já sugerindo o tema que  começa a fluir com um ritmo natural. Outras vezes só vai surgir camuflado dentro do texto o que muito ajuda na harmonia.

Se eu estivesse trabalhando em um jornal, seria obrigado a escrever não só a manchete,  como o editorial que como todos sabemos ou deveríamos saber,  nem sempre representa a opinião política do jornal, (seguir a sua linha editorial),  que pode sofrer uma pressão dos patrocinadores,  caso o assunto em pauta, contrarie seus interesses e cabe então,  ao pobre jornalista usar de toda a sua experiência para narrar o fato com imparcialidade sem insinuações ou mensagens subliminares.

 A notícia de ontem,  bagunçou geral o País inteiro não só pelo impacto político que causou e ainda vai causar,  mas também pela  nuvem negra que vai pairar sobre os ombros daqueles que são chamados de guardiões dos templos institucionais, da Constituição e do Estado Democrático de Direito.  

Ainda estou estarrecido e a mídia  televisiva está gastando e vai gastar muita saliva,  para fazer com que nós os assinantes possamos digerir a notícia. Enquanto isso,  cada um vai tomando posição de acordo com sua identificação ideológica,  que pode em alguns casos,  cegar mais que os olhos da justiça.


Vou escrever sobre isso quando tiver tomado o necessário distanciamento crítico,  por  enquanto estou pensando no título:

A justiça falha mas não tarda”

“A justiça é cega e usa óculos escuros”

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Coluna de Jornal

Depois de descobrir por experiência própria,  o quanto foi difícil escrever um livro,  e olha que foi um livro leve com 132 folhas, de poesias, crônicas e um pretensioso ensaio literário e que, entre publicar e distribuir existe uma distância,  um fosso que se o dono do castelo,  um desses mecenas não baixar a ponte levadiça e bancar a distribuição,  vai cair no domínio público sem que o autor veja um tostão de direito autoral,  gozando apenas aqueles breves 15 minutos de fama, quando do lançamento,  em uma aconchegante livraria no centro, com o apoio da família, amigos de fé e alguns do Face.

Depois disso,  desta longa introdução necessária para vocês entenderem aonde eu quero chegar,  preciso dizer que criei o Blog  “Sala de Redação”  instalado dentro do site “A casa do sol nascente” para ir treinando a mão para um projeto maior que é,  se for bem sucedido após a aclamação crítica,  conseguir assinar uma coluna semanal em uma destas revistas com tiragem semanal é claro, e que ainda são vendidas em bancas de jornais.


Acredito e tenho fé que até lá, terei não só encontrado um estilo como ter o domínio de alguns recursos que uma crônica mais elaborada e com uma pauta maior exige,  sem ter que recorrer a estas oficinas de criação,  cursos de narrativas que pipocam no meu face desde o primeiro dia em que fiz uma busca ou demonstrei interesse por literatura.


Estou perto de atingir o mágico número de 100 postagens. Quando tiver alcançado um número suficiente para publicar uma antologia,  talvez o faça e ao contrário do livro,  será por puro capricho,  embora vai enriquecer o meu currículo e quem sabe quando naquela entrevista de emprego em um grande jornal ou revista,  desde que aquela clássica pergunta não seja feita ( Como você se vê daqui a 10 anos?) eu possa atender todas as expectativas internas e externas.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Livros

Vou aproveitar o domingo chuvoso para realizar duas tarefas:  Uma de cunho obrigatório,  fazer o ajuste de contas anual com o leão,  o famigerado imposto de renda que,  vamos combinar,  é um serviço que melhorou muito e só quem há 20 anos atrás precisava subir as escadas do Ministério da Fazenda, no centro do Rio de Janeiro,  encarava uma fila e rezava para ser atendido antes do fechamento do expediente,  pode avaliar.

A segunda tarefa é muito mais difícil,  apesar de não  envolver o risco de ter imposto a pagar, envolve perdas materiais e imateriais irreparáveis,  que é jogar fora no lixo mesmo,  nem dá para doar para estes moradores de rua venderem nas calçadas. Estou falando de livros que literalmente enferrujaram na estante,  por conta de uma má manutenção. Livros de grande valor afetivo que dificilmente encontrarei no formato físico novamente.


Que sirva de alerta para vocês que estão formando suas bibliotecas,  embora eu saiba que vocês estão mais habituados aos E-books e seus dispositivos leitores digitais.

Nem vou reclamar da sorte. Tem livros desta lista de extinção,  que tem 50 anos de pó no lombo / lombada,  melhor dizendo.

Assim, apesar de não vir na capa ou contracapa, com nenhum selo de data de validade, sabemos que o conteúdo cumpriu o seu destino : – Chegou aos leitores.


Fico triste.  Nem tanto é claro, como os habitantes de Alexandria quando a biblioteca pegou fogo.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Domingo

Abri a janela do escritório,  que não passa de um terceiro quarto,  com uma escrivaninha, uma estante embutida dentro de duas portas  do armário,  e um sofá cama,   e dei de cara com um cenário que há muito tempo não via,  desde que deixei os pampas do Rio Grande . Um cavalo malhado,  marrom e branco,   igual aqueles dos filmes do velho oeste apenas sem nenhum índio montado,  pastando tranquilo em um jardim de uma praça na esquina da rua São Francisco Xavier  com  Dr. Satamini .


Fiquei me perguntando como ele foi parar lá,  se alguém o levou,  tipo esses passeadores de cães, se veio trotando  mesmo,  fugindo de um cativeiro onde era obrigado a puxar carroça 24 horas por dia,  mal alimentado, sem férias e 13º nem pensar. Claro que não veio de metrô nem de Uber,  seria muito difícil de explicar.


Já se passaram 2 horas e ele ainda está lá. Filmei porque a distância não permitia uma boa foto para eu postar. Vou mostrar pra Tânia ser a testemunha que vai atestar a veracidade dos fatos. Não vou ficar aqui de vigília para ver quem vai vir recolher o animal. Se a SPA ou uma destas ONG que resgatam animais abandonados a própria sorte.


Ontem,  eu não atinei e não sei se teria tempo de filmar,  uma limusine daquelas compridas e toda cor de rosa,  o que chamava mais a atenção, uma vez que a maioria é de cor preta que serve para qualquer evento. Me restou apenas ficar imaginando quem estava dentro. Se uma destas  celebridades tupiniquins (Yes,  nós temos também) ou um casal de classe média,  que alugou  para tirar  uma onda,  fazer uma presença, para postar para a posteridade.


E para fechar a crônica,  estava na cozinha tomando café quando ouvi um gavião. Corri para a janela da área de serviço e lá estava ele empoleirado no topo de uma antena  em cima do telhado,  ponto de observação para vários pássaros. Os bem-te-vis são os mais comuns,  depois uma ou um casal de maritacas desgarradas do bando.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A Fantasia do Sr. K.

Durante um tempo,  quando eu era um tolo,  carente de tudo aquilo que um paisano precisa para manter o mínimo de seu equilíbrio emocional e mental e uma coisa está atrelada a outra, meu sonho de consumo era  ter uma conta bancária que nunca ficasse no vermelho, um palácio mais simples do que aqueles habitados por Marajás , mais parecido com uma casa de pescador que poderia ser em Búzios, ou no litoral baiano e com sete mulheres para me servir andando pra lá e pra cá, apenas com a parte debaixo do biquíni, (nada daquelas virgens prometidas pelo Islã), me chamando de meu Rei.


Não precisa consultar o Dr. Freud nem o Dr. Jung para ver que não passa de uma fantasia criada para compensar a dura realidade do paisano; conta no vermelho,  morando de aluguel,  tolo e carente de mulher e de amor.


Começou aí a minha busca por livros de auto ajuda que existem aos montes empilhados nas portas das grandes livrarias, na mesma proporção que existe carência humana de pão,  de sexo e de amor. Durante algum tempo me sentia confiante com as respostas encontradas
até o dia em que eu li:

“Estamos todos no mesmo barco”.

No mesmo dia,  em que eu vi a foto do iate do Bill Gates ancorado na baía de Mônaco,  tipo,  estacionamento de barcos restrito para bilionários. Imediatamente comecei a sonhar / fantasiar,  que eu era o flanelinha do pedaço e a minha conta etc.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Um dia na vida de Zé do Boné.

Ele mora com a mulher Flo,  em uma casa de subúrbio e tem como vizinho Charlie e sua mulher Rubi.

Rubi e Flo são melhores amigas muito por conta de sofrerem as mesmas dores de terem maridos adictos. Zé e Charles parceiros inseparáveis nos pubs da vida. Charles tem mais recursos e paga sempre a cerveja em troca da companhia do Zé . (Um típico caso descrito em qualquer manual de co-dependência)


O quinto personagem é Jack o dono do Pub que invariavelmente expulsa o Zé para poder fechar a casa.

Tem o vigário,  que por força do hábito,  acredita que um dia, o Zé vai melhorar,  vai deixar de ser vagabundo,  alcoólatra,  jogador e brigão . Tem os guarda noturnos,  que já são íntimos pela quantidade de vezes que recolheram o Zé do canal,  que ele sempre cai voltando bêbado para casa. Ou levando ele pra delegacia por conta de brigas e perturbação da ordem.

A minha identificação se deu muito por conta de eu ter sido um alcoólatra e jogador (notem o tempo do verbo no passado) mas vagabundo e brigão nunca fui.

À primeira vista,  um leitor de primeira viagem vai julgar o autor,  fazendo apologia a um comportamento desregrado do ponto de vista moral.
A segunda vista vai perceber que o autor apenas  desenha um personagem,  um protótipo /  modelo de um tipo inglês que pode ser encontrado em qualquer lugar do mundo.

A rotina do Zé é esta: –  Dormir no sofá, sair para os bookmakers (casas de apostas)  e acabar a noite no pub e cair no canal ou ir preso, voltando para casa.

Para provar que é verdade este bilhete (adorei está estória do menino que falsificou o atestado e viralizou),  posto esta tira publicada hoje.Zé em seu habitat natural com seu fiel escudeiro Charlie e Jack o barman .

(Andy Capp é uma história em quadrinhos inglesa criada pelo cartunista Reg Smythe, vista nos jornais The Daily Mirror e The Sunday Mirror desde 5 de agosto de 1957.)

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

Quem vê assim pensa…

Sei que assim falando,  vocês vão pensar,  que por trás do meu perfil se esconde um paisano inseguro, que já começa o discurso entregando que ainda se preocupa com o que os outros pensam.

Qualquer estagiário de psicologia sem prática nenhuma de residência já saí identificando: – Uma alma infantil que vive na expectativa da aprovação paterna e materna e aceitação social. O Analista de Bagé, baseado em seu método nada ortodoxo diria: – Esse guri não mamou na teta.

Quando eu pensei que tinha atingido um determinado nível na escada da espiritualidade,  lí um destes bilhetes postados no Facebook e eu mesmo faço isso com frequência,  quando sinto que a mensagem  encerra uma verdade,  independente da religião de fundo,  que dizia:  – Quanto mais alto o brilho emanado de sua iluminação, se prepare porque existe cem por cento de chance de  você ser convocado pelas instâncias /  esferas superiores, para prestar serviço e levar a luz onde a escuridão habita. A princípio fiquei chocado com a profundidade da verdade. Mas pensando bem é de uma lógica incontestável.

Encontrei  muitas respostas nas tirinhas com personagens infantis que hoje são celebridades internacionais, por exemplo: A turma do Charlie Brown com seu grande astro canino Snoopy, emoldurando mensagens diárias e positivas e eu tenho na minha galeria mais de mil que eu compartilho de segunda a sexta que é a minha maneira de eu dar bom dia.

A Mafalda e o Garfield já são patrimônio cultural da humanidade, e para completar a lista dos meus preferidos, Hagar o horrível,  o Mago de ID e Zé do boné que merece e vai ter uma atenção maior em um próximo post.

Sei que assim falando pensas… é o início de uma linda canção do Belchior chamada A Palo Seco que ontem sem nenhuma prévia combinação, um dos meus três sobrinhos com talento musical , o André,  postou de Michigan um vídeo no grupo da família, uma bela interpretação com voz e violão.


Aloha!

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Coisas Nossas

Todo o meu ufanismo pelo nosso País decorre do fato,  de ser um País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza,  como cantou Jorge Benjor.
Depois de viajar para o exterior, Buenos Aires, Madrid, Londres, Paris e New York é que pude enxergar e dar valor as coisas nossas como diz outra canção.

Em que lugar do mundo você encontra na mesma paisagem praia e montanha? Por isto os gringos ficam loucos quando aqui aterrizam. Depois, ficam de quatro quando são recepcionados com caipirinhas, feijoadas e churrascos.

Não é a toa que há muito tempo,  e vou falar do tempo que me lembro, anos 60,  houve a chamada invasão bárbara,  de argentinos e franceses principalmente,  que uniram o útil ao agradável,  investindo em  pousadas,  hotéis e restaurantes,  favorecidos pelas generosas taxas de câmbio. Búzios e Floripa são os exemplos que eu pude observar in loco. Da Bahia pra cima fiquei sabendo através dos jornais.

A variedade gastronômica é o primeiro item que me vem a cabeça. As comidas regionais, a paleta de frutas,  a fartura dos cafés coloniais nas serras gaúchas,  as iguarias do mar.

O segundo item é a beleza das mulheres gaúchas e  catarinenses,  campeãs de vários concursos de beleza e o charme displicentes das garotas de Ipanema a caminho do mar.

Eu tenho um sonho de  um dia morar em uma casa de pescadores com todo o conforto necessário para levar uma vida simples . Durante anos Florianópolis foi minha escolha. Mas o  inverno de lá pesou na balança. Fico com Búzios . Muito mais perto do Rio de Janeiro, o que por si só,  tem um peso maior na hora de medir o custo benefício.

Por: Adolfo.wyse@gmail.com

2021 – Uma Odisséia no Espaço

O que mais me impressionou no pouso do jipezinho em Marte foi a pontualidade . Nem um minuto a mais, nem a menos,  do previsto pela competente equipe da Nasa,  composta do creme de lá creme das cabeças mais brilhantes do planeta, de nacionalidades diferentes trabalhando em conjunto por um projeto maior da humanidade.


Quando o homem foi a lua em 1969, e  este sim foi um grande feito,  porque não era apenas um jipezinho controlado daqui por controle remoto e abastecido de pilhas Raiovac e Duracell , um tio meu,  como muita gente,  não acreditou e me disse que “O Homem lá de cima” não ia permitir uma profanação desta natureza. Claro que por conta dos dogmas religiosos em vigor.

Aos poucos,  toda aquela ficção científica já anunciada nos desenhos dos Jetsons e depois no filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, começa a se concretizar, ou seja, fazer parte do nosso cotidiano e as viagens a lua se tornaram mais seguras e mais rápidas do que ir de Copacabana a  Japeri, pela Avenida Brasil na hora do Rush.

Parece que a viagem a Marte durou 7 meses. Se a gente pensar bem.  é o tempo que um urso leva hibernando, e posso estar errado nas contas mas não no conceito. Quero dizer que muitos de nós por conta da Covid, já estamos hibernando a um ano.

Assim,  já vou me oferecer como voluntário para o primeiro voo tripulado,  desde que obedecidas algumas condições básicas, tipo assim:


1 – Nada de ir naquelas cápsulas dormindo e só acordar no destino.

2 – Um estoque de Heineken bem geladas e que não seja em pastilhas.

3 – Um smartphone com banda larga ilimitada e bateria idem, para eu maratonar séries antigas,  acompanhar o campeonato brasileiro,  a liga dos campeões e o basquete.

4  – E o mais importante : O direito a postar no Facebook o primeiro Self com os homenzinhos verdes, com todos os direitos autorais garantidos

Por: adolfo.wyse@gmail.com