Te amo very much demais!

PS: Te amo, Very much demais

Como expressar em palavras um sentimento incomensurável como o amor filial de um pai por uma filha única?

Os homens antigos, e tenho que admitir que pertenço a essa categoria, foram educados para não expressar esses sentimentos, era visto como sinal de fraqueza, aquela conversa de que homem não chora.

Consegui em 2o16 fazer essa declaração em praça pública, registrada no livro “Canção para Iara”. Lá eu recorri ao grande poeta Pablo Neruda para me ajudar com A citação inicial abaixo:

“Tu sabes por ti mesma muitas coisas, e de outras irás sabendo lentamente.”

Você cresceu Julia! E aprendeste muita coisa nesta tua jornada. Continue sendo esta pessoa linda, simples e íntegra.

Te amo Very much demais!

PS: depois eu quero ver o quadro pendurado.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

A memória RAM e as outras.

Não sei se com vocês também acontece assim: Naqueles lapsos de tempo em que um paisano sai da cozinha e quando chega na sala, no quarto ou no banheiro e para se perguntando: – O que eu vim fazer aqui? Para mim sempre funcionou fazer o caminho de volta, voltando para o ponto de partida, no caso, a cozinha, onde um pensamento deu o comando para uma ação, e onde como um passe de mágica , lembramos e gritamos:  – Eureka!

Uma segunda situação, muito mais frequente é quando não lembramos o nome de uma pessoa, celebridade pública ou não. Para mim sempre funcionou começar o alfabeto de A a Z. É batata! Quando chega na letra inicial do nome, como um passe de mágica, mais uma vez, a porta do arquivo se abre e para usar uma expressão muito usada em linguagem de computação, ejeta a pastinha com o nome na etiqueta.

Assim, um paisano pode escrever, ou ditar suas memórias, tanto começando do início, quanto  do fim, melhor dizendo, do agora, quando tem 70 anos e as memórias antigas e recentes estão frescas e não foram afetadas por todos aqueles excessos politicamente incorretos, uso abusivo de substâncias legais e ilegais, como fumo, bebida e drogas de qualquer natureza.

Por: adolfo.wyse@gmail.com

Sobre o Tempo

O tempo, mesmo antes dos calendários serem criados e dividido em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, sempre exerceu sobre o homem a curiosidade de seu maior mistério metafísico.

O que importa mesmo, para nós simples mortais,  é o que fazemos com ele, como passamos o nosso tempo, como o preenchemos, o que produzimos, não só para o nosso bem estar mental, emocional  e físico, mas também e principalmente para o bem estar comum.

A grande moral da história é que ele, o tempo, vai passar de qualquer modo ou de qualquer jeito, para qualquer um, sem fazer juízo de valor, sobre quem fez o que, ou deixou de fazer, neste intervalo que chamamos vida, com data de chegada e data de partida .

Assim, se cumpre o epitáfio atribuído ao grande maestro soberano Antônio Brasileiro Jobim, mas que na verdade foi cunhado por Machado de Assis, no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas“.

“A gente mata o tempo e ele nos enterra.”

Por: adolfo.wyse@gmail.com