Ainda estão aqui.

Dizem que a história nos ensina, para não repetirmos erros passados. O que temos visto ultimamente, é a história se repetir, com novos personagens incorporando, literalmente, o papel dos grandes ditadores. Hitler, Stalin, Franco, Salazar. Os atuais de  plantão seriam: Putin, Kim Jong-un, Maduro, e outros. O que eles têm em comum? Uma ideologia? Sim! A ideologia do poder.

Se vocês observarem nas fotos oficiais tem sempre uma meia dúzia de militares, exibindo a coleção de medalhas. Velhos generais que mais parecem soldadinhos de chumbo empalhados, se fosse possível empalhar chumbo. Mas a mensagem que a imagem passa é esta: eu tenho a força! As forças armadas estão comigo.
Afinal, uma andorinha só não faz verão.

No filme, Argentina 1985, é narrada a história de dois promotores e uma equipe inexperiente que levou ao banco dos réus, os generais responsáveis pela mais sangrenta ditadura naquele país. O filme acaba com uma das mães da praça de Maio, mulheres que tiveram seus maridos, irmãos, filhos e filhas desaparecidos, cunhando a frase: Nunca mais!

Aqui no Brasil a coisa ficou resolvida com a Lei da Anistia, geral e irrestrita, mas ficou muita história, literalmente, para desenterrar.


No dia 21/05/1993, a juíza Dra. Denise Frossard conseguiu o inimaginável: Colocar no banco dos réus a cúpula do jogo do bicho, no Rio de Janeiro. Que foram condenados a 6 anos por formação de quadrilha.

Somente agora dois anos depois do 8 de janeiro de 2023, o STF, após denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, começa o julgamento, dos mandantes, da tentativa de golpe, com o codinome: “Punhal verde Amarelo”, que culminou com a depredação do palácio do Planalto e da sede do STF. Entre eles, alguns generais das forças armadas.

Voltando a história, é inacreditável ver crescer a cada dia, principalmente na Europa, que sofreu na carne a invasão nazista, os partidos de direita com o velho discurso de ódio, o antissemitismo, a intolerância com os imigrantes.

Conhecemos bem esse filme. Começa sempre capturando corações e mentes do povo, insatisfeito com as condições econômicas, prometendo aquilo que o filme  “A classe operária vai para o paraíso”, mostra.

Mas existe uma coisa pior que estas ditaduras apoiadas pelos militares. É o Estado de terror implantado pelo tráfico, pelas milícias, deixando o estado, que se deixou corromper, de joelhos, e comunidades inteiras escravas. Sem ter a quem recorrer. O Rio de Janeiro é o campeão de audiência.


Quando fui assistir ao filme “Ainda estou aqui”, que está na boca do povo, fui surpreendido positivamente, ao ouvir que a trilha sonora do tema principal do filme, era a música do Erasmo Carlos,   “É preciso dar um jeito, meu amigo” e não “Pra não dizer que não falei das flores” , de Geraldo Vandré, que virou hino da resistência.
A beleza do filme está na inspiradora vida de Eunice Paiva, contada por seu filho Marcelo Rubens Paiva.

Por: adolfo.wyse@gmail.com








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